Concessionária de águas é responsabilizada por poluição

Grupo Águas do Brasil atua em vários municípios do estado do Rio de Janeiro

Controlado pelas empresas Developer, Queiroz Galvão, Trana Construções e Construtora Cowan, o Grupo Águas do Brasil que, através de concessionárias diferentes explora os serviços de água e esgoto nos municípios de Campos, Silva Jardim, Saquarema, Araruama, Petrópolis, Niterói, Resende, Nova Friburgo e Paraty, vai responder por despejo de esgoto in natura no Rio Paraíba do Sul, no Norte Fluminense. Em ação que contou com auxílio da Policia Militar, o Ministério Público Federal (MPF) prendeu em flagrante três pessoas pelo crime de poluição hídrica. Entre os detidos estava um diretor da Concessionária Águas do Paraíba, empresa que explora o serviço em Campos.

A operação do MPF aconteceu a partir da divulgação de um laudo elaborado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e de Informação Técnica do Ibama, constatando que a poluição é proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto da Concessionária Águas do Paraíba e do Condomínio João Paulo II. O procurador da República Eduardo Santos de Oliveira instaurou um inquérito e deverá propor uma ação criminal na Justiça Federal. De acordo com o MPF o vazamento dos dejetos foi constatado por filmagem e fotografias e os detidos foram autuados em flagrante pelo delegado da Polícia Federal Anderson Lima Costa.

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Concessão sob suspeita

Comentários:

  1. Fruto de contratos suspeitosíssimos e aos quais poucos tem acesso, estas concessões são boas somente para quem assina estes contratos. Narriman Zito no apagar das luzes de seu mandato de prefeita em Magé, quase conseguiu privatizar estes serviços e só não conseguiu, porque não foi reeleita.

    Se há alguém que defenda estas concessões, sugiro que perguntem aos moradores das cidades em que o Grupo Águas do Brasil atua, se eles estão satisfeitos.

    Costumo dizer o seguinte, ruim com a CEDAE, pior sem ela.

  2. O terceirizado e prestamista do governo atua e aproveita os desvios de fiscalisação e falta de vigilancia do poder público. Já se credencia aos mesmos dentro da expectativa.Cumpre a quem credencia, igualmente, acompanhar, pari-passsu, o trabalho desse serviço

    1. Meu amigo, vai ser confuso assim lá na cochinchina.

      Quanto a fiscalizar a Águas do Brasil, lembre-se que são os prefeitos que assinam os contratos de concessão. É a mesma coisa que por a raposa para tomar conta do galinheiro.

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