Lixo é descartado nas nascentes em Valença

E os moradores reclamam de descaso por parte da administração pública

Moradores protestam contra descaso da administração municipal em relação a dois mananciais de água localizados entre os bairros Passagem e Fátima, ameaçados pelo descarte irregular de lixo, atividade que vem sendo exercida por particulares porque a Prefeitura não viabiliza um local apropriado. De acordo com os moradores, o lixão clandestino serve de vazadouro de entulho, animais mortos, lixo doméstico, eletrônico, hospitalar e industrial, levados ao local por carroceiros e carros particulares. A população dos dois bairros está preocupada com a ameaça de contaminação. Revoltada se queixa de que o prefeito Álvaro Cabral conhece muito bem o problema, mas não toma nenhuma providência.

Além de degradar a natureza, o lixão dificulta o acesso dos moradores que, por medo de uma contaminação, têm de percorrer longa distância e passar por caminhos de mato alto, correndo o risco de serem picados por animais nocivos, como é o caso de Vinicius de Oliveira Gonçalves e sua família, residentes no Bairro de Fátima. Eles têm que ir à mina mais distante, por medo de utilizarem a água da nascente mais próxima, que acreditam já estar contaminada pelo lixão.

A situação também preocupa bastante Fabio Jorge Figueira, morador do bairro Passagem. Ele conta que há muitos anos os moradores vêm lutando contra a deposição de lixo na via entre os de Fátima e Passagem. Segundo ele, por diversas vezes, durante a atual gestão, foi encaminhado à Secretaria Municipal de Serviços Públicos abaixo assinados e pedidos para a que a Prefeitura tome providência quanto à sujeira no local e nada foi feito até hoje. “Nos turnos da manhã e noite são vistos muitos carros particulares depositando materiais de construção, pneus, lixos eletrônicos e até lixo hospitalar e animais mortos. Muitos carroceiros também depositam lixo orgânico e restos de materiais de construção porque não têm um local destinado pela Prefeitura para tal finalidade”, afirma ele.

Os moradores explicam que este ano a Prefeitura foi procurada novamente, mas a única providência tomada foi recolher o lixo que estava no local sem que fosse tomada uma decisão final para impedir a deposição de lixo contínua pelos moradores locais. “Nós queremos uma definição do poder público para acabar com esse lixão, para não vir a agravar a situação, pois a cada dia as pessoas estão jogando mais lixo”, completa Fabio.

 

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