Magé e Guapimirim terão VLTs ainda este ano

Os dois primeiros veículos leves sobre trilhos virão de Macaé e devem começar a operar em outubro. Outros sete serão comprados pelo estado em processo de licitação marcado para outubro

Os velhos trens do ramal Sacuruna-Vila Inhomirim-Magé-Guapimirim vão ser substituídos, até 2016, pelos modernos veículos leves sobre trilhos, os VLTs, sendo que pelo menos dois deles devem entrar em operação ainda este ano. Foi o que informou ontem o governo estadual, ao anunciar que, em parceria com a SuperVia, está negociando com a Prefeitura de Macaé a cessão de uso de duas composições com dois carros cada, para operar até o fim deste ano no trecho Saracuruna-Magé. De acordo com a Secretaria de Transportes em outubro será licitada a compra de outras sete composições, com previsão de entrega para 2016. Das sete três são de dois carros e vão atender de Saracuruna a Guapimirim e quatro, de três carros cada uma, vão operar de Saracuruna a Vila Inhomirim, trecho com maior demanda de passageiros. Segundo o governo estadual, os VLTs para Vila Inhomirim, Magé e Guapimirim estão incluídos na segunda fase do Programa Estadual de Transportes (PET), que tem o objetivo de melhorar a mobilidade na Região Metropolitana. Ao todo serão investidos US$ 36,97 milhões na compra das composições, o que será feito com financiamento já liberado pelo Banco Mundial.

Levantamento da Secretaria Estadual de Transportes revela que o ramal de Vila Inhomirim tem uma demanda de 1.560 passageiros por hora e, com o VLT, a meta é beneficiar 10,6 mil usuários no mesmo período. Ainda segundo o levantamento, o ramal de Guapimirim, que atende hoje 1.047 passageiros por hora, passará a receber sete mil pessoas. “Estamos fazendo a licitação para aquisição desses novos VLTs, que darão aos ramais a performance que o passageiro merece, com agilidade, segurança e comodidade. Até 2007, estes ramais eram conhecidos como linhas ‘fantasmas’, por estarem abandonadas, com estações absolutamente degradadas e trens sem condições de uso. Atualmente, os trechos contam com estações modernizadas, com sinalização e acessibilidade, além de trens mais novos e horários ampliados”, explicou a secretária de Transportes, Tatiana Carius.

A implantação do VLT começou a ser projetada para a região em 2010. Em setembro de 2013 os prefeitos Nestor Vidal (Magé) e Marcos Aurélio Dias (Guapimirim), se reuniram com o então secretário estadual de Transportes Julio Lopes, que anunciou para março deste ano a chegada das duas primeiras composições. Essas virão agora de Macaé para atender Magé e Guapimirim. A proposta do governo do estado é por 16 composições em circulação, sendo nove entre Saracuruna, Vila Inhomirim, Magé e Guapimirim. Outras cinco deverão fazer a ligação com Itaboraí e São Gonçalo.

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Comentários:

  1. A previsão era Outubro do ano passado… compromisso assumido pelo Secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, em Seminário realizado pela sociedade civil organizada, juntamente com a Prefeitura municipal de Magé.

    1. Esse projeto foi apresentado em setembro de 2013 aos prefeitos de Magé e Guapimirim numa reunião reunião com o secretário Julio Lopes e o prazo dado foi março de 2014 como a matéria informa.

  2. Ótima noticia porém a linha deveria seguir direto até a Central em linha unica já que os carros são novos.

    Por que não pensar em um projeto mais para feente em um novo ramal Vila Inhomirim x Macaé utilizando a Linha Norte e o trecho de Principe Grão-Pará, o entrocamento seria em Piabetá.

  3. O VLT (veiculo leve sobre trilhos) vai efetivamente ativar a via ferrea e incrementar o transporte urbano intermunicipal.Magé foi abençoado pela iniciativa e não vai parar por aí.

  4. Renilda sabe que a pretensão vem desde o governo de Nelson do Posto, a de incrementar o transporte público via férrea, portanto, ” a Cesar o que é de Cesar” e, sem querer bajular nomes, temos de elogiar a iniciativa.

  5. Só acredito vendo. Se agirem da mesma forma com que estão agindo com a duplicação da Magé-Manilha, os VLTs só irão aparecer por aqui em 2050. E alguém pode me explicar porque Macaé vai ceder dois VLTs ao estado? Por um acaso eles são de segunda mão?

    1. O VLT de Macaé tornou-se inviável pelo trajeto curto e a falta de passageiros, pois a Prefeitura comprou quatro unidades ao custo de R$ 15 milhões, mas não construiu nenhuma das dez estações previstas no projeto ao longo de 23 quilômetros entre Lagomar e Imboassica. O projeto parou e está sendo repensado. As composições são novas e as conversas para a cessão de uso pelo governo do estado estão bem adiantadas e é bom que se diga que o projeto ao qual essa matéria se refere – embora isso esteja bem claro no texto – não é o VLT de Magé, mas de todo o ramal de bitola estreita Saracuruna-Inhomirim-Magé-Guapimirim, que tem demanda de passageiros mais que suficiente e não depende, ao contrário do de Macaé, de construir estações. Esse projeto, reitero o que está na matéria, foi apresentado em setembro de 2013 com previsão para março deste ano e agora reprogramado para outubro.

    2. Meu Deus, até para comentar uma matéria positiva, sem risco algum alguém de acovarda. Pobre Magé. Que venha o VLT. Nós aqui de Imbariê confiamos e queremos que chegue logo a nossa vez.

  6. Os VLTs são componentes do sistema de transporte de empregados usados em obras de grandes portes e fazem parte do conjunto de ferramentas de trabalho contratados pelas empreiteiras e cedidos a prefeituras.Assim, em contratos de cessão de uso, podem ser transferidos pelos cessionários, dai não serem nem sucatas, nem vendidos e, apenas cedidos numa conjugação de esforços politicos.

  7. Elizeu, o VLT foi criado para circular nos trilhos do centro da cidade de Macaé e não nos trilhos intermunicipais da SuperVia (mais largos e mais velhos). Para ser viável, deve haver uma grande transformação em tudo. Será que até o fim deste ano conseguirão mesmo colocar pra rodar os VLTs com todas as modificações necessárias no trecho?

    1. Boa noite. Amigo você está redondamente enganado. O VLT de Macaé está nos trilhos de uma ferrovia desativada. A mesma bitola do ramal de Saracuruna. Conheço o projeto de lá e estava, como convidado, na primeira viagem teste. Além disso, a idéia de pegar duas composições de lá é da Secretaria Estadual de Transportes, encampada pelos engenheiros da SuperVia. Abraço.

  8. Muito oportuna a intervenção ao posicionamento do Questionador pelo Elizeu.O assunto é técnico e, sendo avaliado recentemente , não deve ser visto e analisado apressadamente

  9. Essa história tá cheirando muito mau. Dentre os motivos para estas composições nunca terem sido usadas, segundo matéria do Magé Online (http://mageonline.com/2013/?p=76796) retirada do G1, está o fato de elas serem movidas a óleo diesel. Hoje, a maioria das composições da Supervia é movida a eletricidade.

    Em matéria publicada por EDUARDO OLIVEIRA em 28/07/2014 no Dia online (http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-07-28/vlt-de-macae-sera-usado-no-ramal-de-guapimirim.html) o especialista em mobilidade da Uerj, Alexandre Rojas, questiona a compra destas composições pelo fato de a bitola de lá, ser diferente das daqui.

    Tá parecendo que fizeram uma grande besteira lá em Macaé e agora querem nos empurrar os trambolhos que eles compraram.

    1. Bom Dia. O VLT é para o ramal Saracuruna, no qual não existe rede elétrica. As composições que nele circulam são movidas a diesel e, mesmo assim, pela alta demanda, o serviço não é deficitário. No caso de Macaé, o VLT não deu certo por conta da baixa demanda. Comparar uma coisa com outra no sentido de condenar o sistema do ramal Saracuruna, demonstra no mínimo falta de conhecimento. Nossa matéria é bem clara e entendê-la de outra forma, demonstra carência de maior atenção.
      Abraços a todos e fiquem com Deus. Elizeu Pires.

  10. Não consigo entender, como a ALERJ aprova acordo para implantação da Barca Praça XV x Duque de Caxias e ninguém apresenta um projeto de melhoria para os ramais de Guapimirim, Vila Inhomirim e Visconde de Itaboraí. Precisamos Eletrificar esses ramais….

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