Magé poderá ter voz em Brasília

Saída de seis eleitos para cargos de secretário abre espaço para suplentes, entre eles José Augusto Nalin

Terceiro suplente de deputado federal pelo PMDB e quinto da coligação que reuniu ainda as legendas PP, PSC, PSD e PTB, o empresário José Augusto Nalin poderá assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados logo após a posse dos candidatos declarados eleitos. É que seis dos deputados eleitos por essa aliança estão cotados para assumir cargos de secretário no governo estadual e na Prefeitura do Rio, abrindo vagas para os seis primeiros suplentes da coligação. O ex-prefeito de Cabo Frio, Marcos da Rocha Mendes, por exemplo, já está com a cadeira garantida. Primeiro suplente, Marquinhos Mendes vai assumir a vaga do deputado reeleito Pedro Paulo Carvalho. que aceitou convite do prefeito Eduardo Paes para retornar ao governo da capital fluminense.

De acordo com as composições que estão sendo feitas e deverão ser concluídas depois do dia 15 de dezembro pelo governador reeleito Luiz Fernando Pezão, poderão compor o secretariado estadual os deputados federais Leonardo Picciani, Julio Lopes, Cristiane Brasil, Índio da Costa e Sergio Zweiter, cedendo suas cadeiras para os segundo, terceiro, quarto, quinto e sexto suplentes, Walney Rocha, Celso Jacob, Laura Carneiro, José Augusto Nalin e Wilson Bezerra, respectivamente.

Comentários:

  1. Nossa Lei eleitoral é o samba do crioulo doido.

    A não obrigação do cumprimento por completo de um cargo gera estes arranjos políticos. Isso é uma vergonha e um desrespeito com os eleitores que votaram nestas pessoas.

    A Lei permite, mas na minha humilde opinião, deixar um cargo ou então nem começar a cumpri-lo, é no mínimo falta de ética.

    Que Nalin ao menos trabalhe direito e honestamente.

    1. Concordo plenamente com você. O candidato foi eleito para o legislativo, tem boa votação e, dentro dos critérios atuais, consegue a vaga no parlamento estadual ou federal. Mas fica atrás do governador e dos prefeitos das cidades maiores pra ver se pega uma secretaria que renda alguma grana, como Obras, Serviços Públicos, Fazenda etc., ou garantia de votos na próxima eleição, como Assistência Social, Educação e outras. Com isso, deixa lugar pro Zé das Couves, que teve uma merreca de votos e é o 12º suplente da coligação, que assume o seu lugar e vai receber salário e cuidar dos seus amigos e parentes, mais nada, até porque mal sabe escrever… A reforma política tem que vir logo e, na minha opinião, se o eleito quer assumir alguma coisa no Executivo, teria que renunciar à cadeira no Legislativo. Quero ver quem vai sair… O tal Zé das Couves citado não é, por nossa sorte, o caso do Nalim, um empresário de respeito que pode fazer muito pela região.

      1. Você lembrou bem Leitor da Reta, se o eleito quer assumir alguma coisa no Executivo, teria que renunciar à cadeira no Legislativo.

        Fico um pouco chateado com a falta de debate de um assunto tão sério como este.

        Gostaria de saber a opinião do Elizeu.

    2. A causa de todas as mazelas que nos são impostas por nossa classe política é a receita que tem como ingredientes principais, a não obrigatoriedade do cumprimento de mandatos por completo, o quociente eleitoral, a obrigatoriedade do voto, o financiamento de campanhas e a não obrigatoriedade do cumprimento de promessas de campanha.

  2. Espero que consiga de fato e lute pelos interesses do nosso povo já tão sofrido e que pelo menos seja honesto, já que é um empresário de renomado, acho que não gostaria com as empresas dele o que fazem com o nosso Brasil. Vamos a luta e esperar pra ver.

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