Obras do Comperj não irão parar

Sessenta por cento do projeto está pronto, mas a crise é uma grande ameaça e provoca incerteza

Ritmo reduzido provoca queda na receita de Itaboraí

Apesar da crise gerada pelo escândalo da Petrobras, que acabou por reduzir o ritmo da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, devido ao envolvimento das empreiteiras em casos de corrupção, as obras não irão parar. Pelo menos foi isso que o governador Luiz Fernando Pezão ouviu da presidente da estatal, Maria das Graças Foster. Com 60% do projeto concluído, o Comperj está custando muito mais caro do que o previsto e a desaceleração abala a estrutura financeira do município de Itaboraí, que já perdeu parte da receita proveniente do Imposto Sobre Serviço (ISS).

De acordo com estimativa da Secretaria Municipal de Fazenda, as empresas que atuam nas obras do Comperj pagam R$ 18 milhões por mês de ISS e essa arrecadação deve cair para a metade ainda nesse primeiro trimestre, causando um déficit de R$ 9 milhões mensais. A perda poderá ser ainda maior, pois a crise está provocando uma quebradeira no entorno do Comperj.

Se a Prefeitura está preocupada, o comércio está muito mais, principalmente os pequenos pontos nos arredores do empreendimento. Muitos deles já fecharam as portas e outros não deverão resistir por muito tempo. Envolvido na luta pela reversão da crise em torno das obras do complexo petroquímico, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio, Julio Bueno, acredita que a situação será revertida. O secretário tem se reunido com frequência com a direção da Petrobras, para que a estatal retome os investimentos.

O clima é de temor no município desde que o Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou em dezembro que poderia suspender os pagamentos de contratos no total de R$ 3,8 bilhões relativos às obras do complexo, que estavam sob a gestão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, principal personagem do escândalo de corrupção.

Comentários:

  1. As obras do Comperj já há dois anos estão em ritmo bem lento.Agora, com as restrições da Petrobras às empreiteiras, resultado de denúncia ao MPF, não são promissoras as expectativas.Vamos aguardar porque nada até agora enseja otimismo, diante do quadro da economia nacional.

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