Ainda não há garantia de pagamento em Meriti

Os servidores ativos e inativos sofrem com as mesmas dificuldades e trapalhadas de uma gestão desastrosa

Faltando sete dias para o vencimento da primeira das quatro parcelas definidas para quitação do salário de setembro de 2014 dos servidores municipais de São João de Meriti, até o final da tarde de ontem não havia na Secretaria de Administração nenhuma certeza de que o parcelamento será honrado. Essa informação partiu de setores do governo preocupados com a situação dos funcionários, que iniciaram 2015 da mesma forma que encerraram 2014: sem qualquer garantia de que os salários serão pagos em dia e de que as perdas verificadas durante o ano passado serão compensadas. O parcelamento do vencimento de setembro foi definido em reunião quase secreta realizada no dia 9 de dezembro entre o prefeito Sandro Matos (PDT) e membros da diretoria de uma entidade sindical que, de acordo com alguns servidores, não tem representatividade, pois é controlada por um correligionário do prefeito, um suplente de vereador do PDT.

Diretores de outras entidades representativas do funcionalismo municipal dizem que sequer foram informados da reunião na qual o acordo foi firmado e querem saber quantos servidores estão cadastrados no Sindicato dos Funcionários Públicos do Município de São João de Meriti (Sindfum), que homologou o parcelamento que foi tornado público no último dia 15. Essa entidade tem como presidente Paulo Gomes de Figueiredo, que já foi subsecretário de Planejamento e vem tentando se eleger vereador desde 2008, quando foi candidato pelo PSC e teve 1.065 votos. Em 2012, filiado ao PDT, tentou novamente e viu sua votação despencar para 585 votos, o que equivale dizer que não conta com apoio nem de 10% dos servidores, percentual que, no entender das demais lideranças sindicais, não o credencia a falar pela categoria. Pelo acordo, as parcelas serão pagas em 30 de janeiro, 27 de fevereiro, 31 de março e 30 de abril.

Além de brigarem para receber o que lhes é devido, os servidores, ao que parece, terão de lutar agora por uma representação mais legítima e sem compromisso com o patrão. Para tanto um grupo já está trabalhando para montar uma chapa forte visando disputar a eleição do Sindfum, que deverá ocorrer em abril. Para ter acesso aos associados a esse sindicato o grupo – que reúne funcionários de vários setores – solicitou uma relação com os nomes, mas Paulo se negou a fornecer e o pedido deverá ser feito agora judicialmente, pois extrajudicialmente já foi.

Comentários:

  1. A Lei de Responsabilidade Fiscal cria essa verdadeira covardia ao funcionário.Devido a gestão desqualificada, o prejuizo fica na mão de quem trabalhou, ou até votou, no prefeito eleito, indiferente as queixas . Ficamos no aguardo da manifestação do MP.

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