Magé e Guapimirim já perderam mais de R$ 6 milhões este ano

Oitenta por cento de todo o petróleo produzido no Brasil é extraído no estado do Rio de Janeiro, mas o rateio dos royalties, para a maioria das cidades, está cada vez menor

As duas cidades integram – com Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim – a Zona de Produção Secundária, que fica com 10% do rateio dos royalties do petróleo, enquanto a Zona de Produção Principal recebe 60% do volume e a Limítrofe 30%

Dos 92 municípios fluminenses 87 recebem mensalmente a compensação financeira da Petrobras pela exploração de petróleo no litoral do estado e a maior parte deles está demitindo funcionários nomeados em cargos de confiança e temporários, além de reduzirem os custos de manutenção da maquina administrativa. O aperto de cinto se deve a perda de receita ocasionada pela redução dos valores dos royalties repassados este ano, registrando queda de até 87% entre as 17 cidades localizadas na Zona de Produção Principal, que ficam com 60% do rateio feito pela Agência Nacional do Petróleo. Formada pelos municípios de Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, Magé e Silva Jardim, a Zona de Produção Secundária tem registrado queda de 35% em média e a Zona Limítrofe, que reúne 66 municípios, apresenta uma redução de 50% nos repasses nos primeiros quatro meses de 2015 em comparação ao igual período no ano passado. Nesse quadrimestre, comparando os números de hoje com os do mesmo período em 2014, as perdas de Magé e Guapimirim somaram R$ 6,8 milhões e R$ 6,4 milhões respectivamente.

De acordo com os números do Portal da Transparência, Magé recebeu de janeiro até o mês passado R$ 10,5 milhões, mas os registros da ANP mostram um volume maior no total de repasses: foram R$ 13.502.031.43, contra o total de R$ 20.324.027,07 no mesmo período em 2014. Segundo a ANP, Magé recebeu em abril deste ano R$ 3.092.010,13 e R$ 4.804.269,43 em abril de 2014, uma queda de 35,6%. Já Guapimirim recebeu no mês passado R$ 2.920.470,07 e R$ 4.714.072,03 em abril de 2014, registrando uma queda de 36,2%.

Embora as perdas acumuladas nos primeiros quatro meses deste ano sejam significativas, os municípios das zonas Secundária e Limítrofe sofrem bem menos que as cidades que integram a Zona de Produção Principal, pois essas têm nos royalties do petróleo entre 60% e 75% do total de seus orçamentos anuais. Para se ter ideia do tamanho do estrago feito pela crise em cidades como Casimiro de Abreu, por exemplo, basta comparar o total recebido de royalties em maio do ano passado com o valor divulgado pela ANP para este mês.  Em maio de 2014 a Petrobras repassou a Prefeitura de Casimiro de Abreu R$ 10,7 milhões e este mês vai pagar apenas R$ 1,7 milhões, uma queda de 83.5%.

Pelos números da Agência Nacional de Petróleo as perdas de Cachoeiras de Macacu nos primeiros quatro meses deste ano foram de 35,4% em relação ao mesmo período em 2014, mesmo percentual verificado em Silva Jardim.

 

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Comentários:

  1. Pois é Elizeu, de onde é que você tirou que os royalties correspondem a somente 10% do orçamento de Magé? Aqui não tem só OTÁRIO NÃO ELIZEU.

  2. Elizeu Pires a Anônimo
    Meu caro, nunca imaginei que em sua cidade tem otários, mas posso assegurar que tem pelo menos um que não consegue entender o que lê: você. Em nenhuma de minhas matérias digo que os royalties representam 10% do orçamento. Minha minha missão é informar e se você não consegue entender o que informo, sugiro que volte a escola. Abraço e boa sorte com a próxima letura, mas goste você ou não, os calculos para Magé não representam, em comparação com os demais municípios, não afetam mesmo 10% do orçamento.

  3. Não sei a razão dessa discussão. Li toda as três matéria sobre royalties e os números são esses mesmo. Achoque quem que lê e não entende deveria reler para assimilar a informação.

  4. Se Magé dependesse dos royalties como os municípios da zona principal dependem nós estaríamos fritos. Os salários que já são baixos estariam atrasados desde janeiro.

  5. Você deveria se informar sobre os números. Em 2014 Magé recebeu pouco mais de R$ 60 milhões de royalties e a previsão para este ano é que o total não passe de R$ 42 milhões e isso é muito menos que 10% do orçamento do município.

  6. Está aí Magé no centro do universo de novo. Que gente complicada! A matéria informa de forma clara e anda tem quem não assimile. Sou mageense roxo, mas me dói deparar com quem quer discutir o que não sabe e não aceita informação. É por isso que os Cozzolinos mandaram e desmandaram em nossa querida Magé por anos a fio.

  7. Bom dia, todas as mazelas agora e culpa da Petrobras se as cidades foram mal administradas
    durante anos e agora a culpa e da Petrobras, não tem medico culpa da Petrobras , não tem educação culpa da Petrobras meu Deus , o povo já esta de saco cheio de tanta xaropada, a Petrobras não tem culpa das roubalheiras que nossos politicos imporão os cofres dos nossos municípios tenho pena do nosso povo pois votamos na esperança de melhoras e as pessoas quando sentam na cadeia e tem a caneta se seduzem pelo canto da sereia.

  8. Você deve mesmo estar muito interessado em tumultuar o debate. Que tem que explicar é quem falou e não foi o Elizeu que disse que Magé iria a falência. Pergunta ao prefeito, cara. Deixa de ser inconveniente.

  9. Magé, linda Magé. Que povinho complicado, repito, de novo, outra vez. Isso é informação de qualidade, anônimos. Os números são oficiais da ANP. Vão lá conferir e façam as contas.

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