Meriti não vai rever corte de gratificações

Os professores querem conversar, mas não estão sendo recebidos pelo governo. Um encontro poderá acontecer esta semana

Redução na educação foi de 5% para professores e 16% para o pessoal de apoio

Alegando necessidade de adequar os custos da máquina administrativa à realidade econômica atual, com todos os municípios sofrendo perda de receita, a Prefeitura de São João de Meriti não vai atender as reivindicações dos profissionais da rede municipal de ensino em relação ao corte na gratificação. A decisão deverá ser comunicação à categoria esta semana e os professores também serão informados de que os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação sofreram uma redução no total depositado nos cinco primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período em 2014. Os números mostram que de janeiro a 31 de maio do ano passado Meriti recebeu do Fundeb o total de R$ 36.186.088,85 e este ano o repasse total dos cinco meses somou R$ 35.643.520,48, uma diferença, para baixo, de R$ 542.568,37 e a previsão é de que o repasse deste mês seja menor que o de junho de 2014. a Estimativa é de que as perdas cheguem a 18% até o final do ano.

O corte na gratificação representou 5% a menos no contracheque dos professores e 16% no dos servidores que exercem funções de apoio. A tendência é de que esses cortes também sejam feitos em outros municípios da Baixada Fluminense, porque todos estão recebendo este ano menos do que receberam do Fundeb no mesmo período em 2014.

Os profissionais da educação estão exigindo que o corte da gratificação seja revisto e querem a definição de um calendário de pagamento, além de melhores condições de trabalho. A Prefeitura pretende discutir o calendário e o ponto dos grevistas, mas o corte na gratificação deverá mesmo ser mantido, já que o prefeito Sandro Matos (PDT), não o reconhece e sustenta que a redução foi uma adequação da remuneração.

De acordo com dados dos registros de transferências constitucionais do Tesouro Nacional, os repasses do Fundeb nos primeiros cinco meses de 2014 foram de R$ 7.965.951,22 (janeiro), R$ 7.649.885,12 (fevereiro), R$ 6.722.167.97 (março), R$ 7.427.520,82 (abril) e R$ 6.420.563,72 (maio). Este ano o município recebeu R$ 7.327.261,70 (janeiro), R$ 7.644.981,14 (fevereiro), R$ 7.631.531,71 (março), R$ 6.933.210,69 (abril) e R$ 6.106.535,24 (maio).

Comentários:

  1. Aqui em Japeri o pessoal do Sepe faz de tudo para tumultuar a relação da classe com o governo embora nossa cidade é que mais reajuste salarial tem dado nos últimos anos.

  2. A categoria n está mais em greve e sim em estado de greve. O Sepe é um sindicato que tem 37anos de luta com um número significativo de filiações em SJM. Ele representa os professores e n aceitaram redução salarial. Em SJM o professor está ganhando menos q no mês anterior. Pq o prefeito n retirou do seu salário p dar o exemplo????

  3. N estamos em Japeri…. aqui tivemos redução salarial, mas o prefeito n reduziu o dele. O Sepe está certíssimo em apoiar na luta q é dos professores.

  4. Esses professores vão acabar fazendo a sociedade descobrir que não tão necessários assim. E e Sepe uma hora é um braço do PT, outra hora do PSTU e do PSOL. Agora é dos três juntos. Os professores daqui de São João precisam entender que nem tudo o que entra nos cofres da municipalidade é para funcionário não.

  5. O servidor público realmente só pensa nele. A situação pode ser grave para a população, mas para as excelências da classe trabalhadora não. Os professores de São João não tem motivos para cruzar os braço e o Sepe só serve mesmo é para tumultuar.

  6. Sou professora da rede, participei da greve, panfletei nas ruas, estive nas assembleias e junto com meus companheiros de luta manifestamos nossas reivindicações. O SEPE é um sindicato forte e que representa os profissionais da educação. Não somos arruaceiros, baderneiros e muito menos pessoas que não têm consciência política. Estamos sendo explorados por este governo ditador, que não nos oferece condições dignas de trabalho, falta material didático, como por exemplo caneta e tinta para o quadro branco,o papel ofício, recebemos de doação dos responsáveis dos alunos, ventilador, eu tenho que levar o meu de casa para refrescar meus alunos, recebemos apenas 50 reais de passagem, nosso adicional de férias que deveria ter sido pago em janeiro, até hoje ainda não recebemos, gás e tempero, já cansei de dar contribuição para comprá-los. Nosso salário do mês passado veio com redução e o salário deste mês, só DEUS sabe quando iremos receber. Ainda acham poucos os motivos para fazermos greve?

  7. O Sepe é um sindicato de luta e não extensão de qualquer partido político como alguns aqui sugeriram. Ele apoia e sempre apoiará a luta dos profissionais de educação que reivindicam seus direitos e melhorias salariais e nas condições de trabalho. Não poderia nesse momento de total desrespeito do prefeito e descaso com as próprias leis municipais se omitir da luta requisitada pelos profissionais de educação, portanto fomos às ruas desmascarar esse (des)governo ditador, que se sente magoado ao receber críticas. Há muito que a ajuda transporte é R$ 50,00, não pagou até agora as férias, paga sempre o salário após o que é estipulado por lei do próprio município (10º dia útil do mês, o que é um absurdo), a merenda escolar quando tem é de péssima qualidade, as turmas são superlotadas, as salas de aulas não são climatizadas, etc.. Quem acusa o Sepe não conhece a sua história e é na verdade governista, querendo esconder os problemas de gestão desse prefeito que quebrou com o próprio município.

  8. Misericórdia, eh por isso q o Brasil esta do jeito q ta na escola quem cuida verdadeiramente dos alunos o prefeito?E poroso q o Brasil esta do jeito q ta a sociedade eh o reflexo do governo. Corruptos! Os políticos criam as leis e mesmos não cumprem os brasileiros aprovam descumprir leis. A constituição aprova concursos e o povo gosta das janelas dos gatos…Para quem não sabe ate adicional noturno ele cortou para quem trabalha a noite mas uma vês rasga a constituição. Por isso sou a favor da ditadura militar, só a químico para curar esse câncer q expalhou para sociedade.

  9. O q vemos ai eh o retrato da sociedade, feichando as portas e pulando as janelas. Prefeito nao pagou ferias e ainda cortou adicional noturno de quem trabalha a noite fora o resto… ninguem trabalha sem receber, somos profissionais, seguimos as leis q eles criaram mais q nao cumprem. Temos familia e contas para pagar, se coloque no nosso lugar. Pq na verdade quando o bicho pega quem defende as criancas sem merenda, com salas cheia de cimento de obra. se a sociedade nao defende o professor quem vai defender o aluno do professor. A sociedade esta corrompida devendo favores politicos q fecham a porta da legalidade e abrem a janela ilegalidade. porisso sou afavor da ditadura militar, onde nas chegamos somente quimioterapia( q nao eh boa mas necessaria) para acabar com esse cancer!

  10. Numa ditadura, meu caro, os professores não variam greve porque entrariam na porrada e você não teria esse espaço para se pronunciar, pois um jornalista destemido como o Elizeu Pires seria cassado e preso. Ditadura, Jorge, nunca mais e lugar de milico é no quartel.

  11. todo mundo fala isso na ditadura nao averia manifertacao do esta errado, nao haveria greve mas olha o q esta acontecendo corrupcao em toda esfera da sociedade e o povo manifesta e o q acontece nada, emptiman nao, pq o cancer esta desenvolvido eles fingem q nao veem, e ainda dao risada da populacao. luz alta , gasolina alta, corte de direitos trabalhador. o povo manifesta e os policos dizem q somos um nacao de vagabundos. mas nao fiquem triste tome uma bolsa familia!

  12. Cara, você é professor? Além de estar na contramão defendendo o ditadura, você não sabre escrever. É haveria e não “averia” e o termo certo é Impeachment.

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