Dias de insônia em Rio das Ostras

Alcebíades Sabino está nas mãos do TJ

Expectativa sobre julgamento tira o sono do prefeito e seu lugar-tenente

A semana que começou ontem é de grande expectativa para os moradores de Rio das Ostras e de incerteza para dois nomes importantes do poder local, o prefeito Alcebíades Sabino dos Santos e o vereador Elói Dutra dos Reis, ex-homem forte do prefeito na administração municipal e figura que ainda ocupa grande espaço no município. É que está sendo aguardada a decisão do Tribunal de Justiça em processo no qual Sabino e seu braço direito foram condenados pelo juiz Henrique Assumpção Rodrigues de Almeida, da 2ª Vara de Rio das Ostras, a seis anos de inelegibilidade e a perda dos direitos políticos.

O processo que tramita na 12ª Câmara Cível do TJ com recurso impetrado pela defesa dos réus, já passou pela procuradora de Justiça Denise Muniz, que deu parecer pela manutenção da sentença de primeira instância na Apelação Cível n.º 0003718-83.2006.8.19.0068. O destino de Sabino e Elói está nas mãos da desembargadora Lúcia Maria Miguel da Silva Lima, relatora do processo. Uma decisão, favorável ou não a dupla, está sendo esperada para esta semana.

De acordo com pessoas próximas ao prefeito, ele tem parecido muito nervoso nos últimos dias e quem o conhece bem arrisca dizer que não seria por conta da crise financeira e da precariedade dos serviços prestados a população pela municipalidade. Se Sabino e Elói não estariam dormindo por conta do processo, a euforia seria a causa da perda de sono do vice-prefeito e secretário de Serviços Públicos, Gelson Apicelo (PDT), que poderá assumir a cadeira de prefeito se a condenação for mantida.

Conforme o elizeupires.com já noticiou, na tarde do dia 18 de março de 2014 o juiz Henrique Assumpção julgou procedente a ação civil pública de improbidade administrativa promovida pelo Ministério Público, depois que os promotores de Justiça Patrícia Cesário Faria Alvim e Leonardo Cuna de Souza constataram irregularidades em processo licitatório de 2003, vencido pelo Auto Posto Campomar, que participou sozinho do pregão. O MP comprovou que a Prefeitura pagou ao Auto Posto Campomar – entre janeiro e setembro de 2003 – R$ 2,74 (gasolina) e R$ 1,64 (diesel), por produtos quer eram vendidos nas bombas do mesmo revendedor a R$ 2,38 e R$ 1,49, respectivamente.

 

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