Varrição cara demais em Itatiaia

A diferença entre os contratos é de mais de R$ 1,7 milhão

Sucessora da Locanty abocanhou contrato por quase o dobro do valor global anterior

A crise está feia em Itatiaia, pequeno município do interior fluminense, onde a Prefeitura, para reduzir os custos funciona apenas em meio expediente, mas nada disso impediu que o prefeito Luis Carlos Ferrera Bastos, o Luis Carlos Ypê, optasse por pagar R$ 1,7 milhão a mais pelos serviços de varrição de ruas e pintura de meio fio a uma empresa privada, quando a administração municipal tem mão de obra para isso e material a vontade – cal e vassouras -, o que poderia custar bem menos. Por esses serviços o município vai pagar, até julho de 2016, R$ 3.777.677,52 e o contrato, que antes tinha o valor global de R$ 2.077.278,76, pertencia à empresa Locanty, sucedida em 2013 pela Própria Ambiental, que está sendo investigada pelo Ministério Público Federal por denúncia de superfaturamento em um contrato com a Prefeitura de Valença, que também havia sido firmado antes com a Locanty.

Em janeiro de 2012 a Prefeitura de Itatiaia homologou o Pregão Presencial nº 123/2011, vencido pela empresa Locanty Comércio e Serviços, se comprometendo a pagar de R$ 2.077.278,76 por um período de 12 meses pelos serviços de varrição e pintura de meio fio. Em janeiro de 2013 a Própria Ambiental assumiu o serviço a partir de um processo licitatório que até hoje está sendo questionado e o contrato vem sendo prorrogado por meio de aditamentos desde o ano passado. O segundo termo aditivo, com data retroativa a 7 de julho, foi assinado no dia 23 de setembro deste ano pelo diretor de licitações, Manoel Henrique de Morais, que ampliou a validade por mais um ano, empenhando mais R$ 3.777.677,52 em favor da empresa.

Essa não é a primeira vez este ano que a Própria Ambiental tem contrato renovado com o poder público através de aditamentos. Em agosto o prefeito de Mangaratiba, Ruy Quintanilha, ampliou para mais um ano um contrato de R$ 21.197.148,24 com a empresa, que também nesse município, substitui a Locanty, mesma situação de Valença, onde um contrato emergencial firmado em 2013 continua valendo até hoje, apesar das denúncias de irregularidades que gerou uma CPI e resultou em inquérito aberto pelo Ministério Público Federal (núcleo de Barra do Piraí).

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