Negócio suspeito custa caro ao prefeito de Arraial do Cabo

Andinho acabou ganhando mais um processo por improbidade

Andinho anulou processo de desapropriação de uma grande área, adquiriu parte dela para si mesmo e depois desapropriou o que sobrou

Como prefeito de Arraial do Cabo, município da Região dos Lagos fluminense, Wanderson Cardoso de Brito, o Andinho (PMDB), é um homem de grande visão para negócios, mas não em favor da cidade. Pelo menos é isso que ficou claro em inquérito da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva Núcleo Cabo Frio, que resultou em uma ação civil pública de improbidade administrativa movida contra ele e o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Almir Teixeira, que, segundo o Ministério Público, ganhou um terreno por ter assegurado a valorização de uma área na aprovação do Plano Diretor do Município.

Segundo o Ministério Público, em 2008 o então prefeito Henrique Melman desapropriou uma vasta área de terras para implantar um cemitério, um horto florestal, um parque municipal e uma zona universitária, mas, dois anos depois, sucessor de Melman, Andinho desistiu do processo de desapropriação, agindo, no entender da Promotoria de Justiça, “por conveniência e oportunidade”.  De acordo com o que foi apurado, o atual prefeito, um ano depois de anular o processo, “adquiriu parte do imóvel por um preço irrisório” e em 2013 emitiu um novo decreto de desapropriação para concluir o projeto de seu antecessor e valorizar ainda mais a parte das terras que passou a ser dele, pois decidiu fazer nela uma nova entrada para a cidade.

Por conta dessa armação toda a Justiça decretou da indisponibilidade da área comprada pelo prefeito na transação suspeita e transformou em réu o ex-presidente da Câmara, pois Almir Teixeira, segundo a denúncia do Ministério Público, “agiu como intermediário entre os poderes político e o econômico, pois através de sua amizade com o prefeito e sua influência na aprovação do Plano Diretor da cidade, tornou a área interessante para o setor imobiliário e, por conta disso, recebeu outra parte do imóvel como recompensa”.

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