E o golpe já foi dado…

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Não pelos militares, mas pela companheirada do Supremo Tribunal Federal e o procurador geral da República, Rodrigo Janot (foto) que se comporta como um advogado em plantão permannte na defesa do PT e seus aloprados, o que fica implícito em cada iniciativa dele.

A maioria simples de um colegiado de 81 senadores é mais forte que dois terços de 513 deputados. A conta maluca foi feita por uma bancada de oito “companheiros” da presidente Dilma Roussej (só a chamam de “presidenta” os militantes, os membros do governo e a imprensa chapa branca) no Supremo Tribunal Federal, que resolveu rasgar a Constituição e intervir no Poder Legislativo para preservar a cabeça da poderosa chefona. Deixo com vocês, para uma reflexão o artigo a seguir, um texto do jornalista Guilherme Fiuza, publicado por O Globo e que merece ser lido e relido pelas pessoas de bem que, felizmente, formam a maioria esmagadora da população brasileira. Tenham todos um bom domingo e fiquem com Deus, que eu volto amanhã, às oito em ponto, se Ele assim me permitir e os bolivarianos não me impedirem,

 

O Natal do golpe

Se é para defender Dilma na mesa de bar, seja gentil e puxe cadeiras para Bumlai, Lula, Cerveró, Vaccari, Duque, Erenice, Delcídio

Os brasileiros progressistas e bondosos decidiram proteger Dilma Rousseff de um golpe. Com toda a bravura cívica necessária hoje para lutar pelo poder do Partido dos Trabalhadores, resolveram reeditar a cadeia da legalidade – o movimento em defesa de Jango contra os militares. Para essa nova versão, será preciso apenas dar uma checada na lotação da Papuda. Cada tempo com sua cadeia.

O paralelo com Jango é muito útil, porque ressuscita os arquétipos da direita malévola (milicos, polícia, yankees) contra os da esquerda heroica e solidária. Sem querer estragar o conto de fadas, o paralelo mais correto para Dilma seria com Collor – ainda assim injusto: o Esquema PC era um anexo do governo; o Esquema PT é o coração.

Mas dá-se um jeito em tudo: Dilma Rousseff, a representante legal (sic) do maior assalto da República, virou vítima de um golpe de Eduardo Cunha. O pedido de impeachment foi feito pelo respeitável doutor Hélio Bicudo, mas esse tipo de detalhe só serve para atrapalhar a narrativa progressista. Outro fato que não interessa a ninguém é que o crime de responsabilidade apontado no pedido é só uma fração da história: a vítima levou 50 tiros de fuzil, e a pedalada fiscal foi o chute no traseiro. Mas foi o Cunha quem autorizou a investigação do criminoso. Golpe.

O que ameaça a democracia brasileira neste momento são as represálias de Eduardo Cunha contra o governo do PT, que não fez nada de mais: só regeu um esquema de assalto ao Estado para enriquecer o partido – e assim financiar eleições, aliados fiéis, votos no Congresso, imprensa de aluguel (que reproduzirá este artigo tomada de indignação progressista) e bons advogados para defender as trampolinagens dos guerreiros do povo brasileiro. Enfim, coisas que todo mundo faz. O mensalão e o petrolão não levaram Dilma e Lula ao banco dos réus porque este é um país sério, que está ocupado bloqueando o WhatsApp.

Pois bem: enquanto a corrente da bondade lutava contra o golpe do Cunha, deu-se o golpe da Dilma. Numa manobra tipicamente republicana, que só um país capaz de bloquear o WhatsApp com uma canetada de São Bernardo do Campo sabe realizar, o Supremo Tribunal companheiro enfiou seu bisturi no Poder Legislativo (com todo o carinho) e operou o processo do impeachment. Com a habitual coreografia de interpretações providenciais, decidiu até como se elege uma comissão de deputados para analisar o impedimento da companheira presidenta – seguindo o mais elevado preceito constitucional de melar o quadro que estava feio para ela.

O ministro Gilmar Mendes disse que esse STF é bolivariano. Maldade dele. Esse STF é valente. Repare só: três semanas antes, a Corte autorizou a prisão do líder do governo no Senado com brados em defesa da Justiça brasileira – depois que uma gravação mostrou ao país um senador dizendo que ia combinar com os juízes do Supremo uma ajudinha a um condenado. Nunca se viu suas excelências tão austeras e obstinadas no cumprimento cego da lei. Agora, com o vilão Eduardo Cunha na parada – e sem o gravador do filho do Cerveró -, os supremos companheiros sabiam que, com qualquer decisão contrária ao lobo mau da Câmara, era correr para a galera. Aí foi aquele festival de piruetas jurídicas e togas esvoaçantes que tanto alegram os patrões. É ou não é valente esse STF?

Não vamos cansar o leitor convidando-o a comparar os prejuízos causados à sua vida pelo lobo mau e pela loba boa. Vamos só lembrar que o país acaba de perder o selo de bom pagador, o que vai derrubar ainda mais os investimentos e agravar a recessão (exclusividade companheira no continente, ao lado da Venezuela). E que a maior empresa nacional foi depenada pelo partido governante, com um bando de heróis progressistas na cadeia (da ilegalidade), incluindo o tesoureiro desse partido (mais um). Que a fraude se estendeu à maquiagem das contas públicas, terminando de esculhambar as finanças nacionais – o que trouxe para o Natal (este e os próximos) a volta do desemprego e a maior inflação em 12 anos.

Com todo o respeito ao lobo mau, essas façanhas são obra da loba boa e de sua matilha (o ministro Barroso ensinou que não é quadrilha).

Se você quer apoiar Dilma para se sentir de esquerda, vá em frente. Só não vale levantar a bandeira e esconder o legado (lembre-se: Lula é o único que não sabia). Mas se o seu interesse é por solidariedade, opte pelas legítimas que não soltam as tiras: Zilda Arns, Ruth Cardoso, Betinho (sem o contrabando ideológico) e outros que ainda estão por aí, como José Júnior e AfroReggae (leia “No fio da navalha”, de Luis Erlanger, e entenda o que é arriscar a vida pela sua gente).

Se é para defender Dilma na mesa de bar, seja gentil e puxe cadeiras para Bumlai, Lula, Cerveró, Vaccari, Duque, Erenice, Delcídio, Pimentel, Dirceu e quantos mais couberem na confraternização. Sem essa rede de amigos, você nem saberia quem é Dilma Rousseff. Ao final, pague a conta deles, como você tem feito nos últimos 13 anos – e faz questão de continuar fazendo nos próximos três.

Comentários:

  1. Cada dia que passa me deixa mais enojada com a nossa politica brasileira. Não sei porque estão defendendo tanto essa mulher antipática que é a Dilma. Estou achando que têm muito caroço escondido nesse angu. Na época do Collor não teve tanta burocracia para tirá-lo do poder como está tendo agora. O povo não quer mais essa mulher na presidência. Porque será está sendo tão difícil tirar essa mulher e junto com ela o PT que é o câncer do nosso Brasil, que está nas primeira paginas de todos os jornais com tanta corrupção… Sinceramente, não aguento mais ver os telejornais que só falam em corrupção no nosso pobre Brasil, país da impunidade…

  2. ja falei a muito tempo, ir para as ruas no domingo não da ibope, quem gosta é a globo, gente, tem que parar tudo nomeio da semana, comércio, transporte, enfim, todo serviço, parem o País…..

  3. a caminho da liberdade. Eu sempre falei isso, as manifestações tem que ser em dia de semana e é para incomodar mesmo, parar tudo, só assim esse governo de bandidos e essa mídia vagabunda comprada perceberão a nossa força.

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