Gastos da Câmara de Itaboraí ficam na caixa-preta

Link que de acesso aos gastos com pessoal não abre para informações

Quanto custa ao contribuinte, mensalmente, a folha de pagamentos dos servidores efetivos e comis- sionados da Câmara de Vereadores de Itaboraí, que estaria gastando cerca de R$ 2 milhões mensais? A resposta para essa pergunta deveria estar no site da instituição, mas ao clicar no link específico no portal de transparência da Casa, o interessado vai deparar sempre com uma mensagem de erro, como se esti- vesse ocorrendo uma falha no sistema. Entretanto, revela um servidor efetivo, o erro seria uma manobra para esconder o pagamento de gratificações e vanta- gens aos nomeados a pedido dos membros da Casa. Ontem à noite a equipe do elizeupires.com fez várias tentativas de acesso e a mensagem de erro apareceu 103 vezes.

A caixa-preta dos gastos do Poder Legislativo de Itaboraí parece trancada a sete chaves e deixada em local incerto e não sabido, como se os contribuintes que custeiam os salários dos 15 vereadores e seus assessores, cafezinho, água gelada e despesas com viagens, não tivessem direito a essa informação. A falta de transparência, entretanto, não é de agora. Foi muito notada nos anos anteriores, notadamente na gestão do vereador Lucas Borges como presidente da Casa. No período de Borges como presidente foi feito um processo seletivo visando preencher vagas em cargos de provimento efetivo.  O concurso – que chegou a ser denunciado como uma “ação entre amigos” – está valendo e por força de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado entre a Câmara e o Ministério Público, os aprovados dentro do número de vagas terão de ser empossados até o final do prazo de validade do certame.

O concurso ficou a cargo da questionada Fundação Benjamin Constant, encarregada ainda da seleção feita pela Câmara de Rio Bonito e que também faria o da Câmara de Silva Jardim. Foram oferecidas 49 vagas em cargos de nível médio e superior, com salários entre R$ 545 a R$ 3.800 e, coincidentemente, as duas primeiras colocadas para o cargo de agente especial parlamentar são ligadas a vereadores dessas duas cidades vizinhas: Rosélia de Araújo Botelho (mulher do então presidente da Câmara de Rio Bonito, Marcos Botelho) foi a primeira colocada, enquanto Jaqueline Alexandra Rocha Viana, que seria casada com o vereador Robson Azeredo, de Silva Jardim, foi a segunda colocada. Como se vê, os “donos” do Poder Legislativo do município de Itaboraí tem muito o que esclarecer à população.

Comentários:

  1. Município complicado esse Itaboraí. Pegunto me sempre, Cade os investimentos que tanto esperamos?
    Hoje tenho certeza plena que demorara muito para chegar, pois com políticos eleitos a base de cestas básicas ou arrumando vaga em creche municipal para os menos informados e isso fora a compra de votos!! O que esperar? Perdi totalmente a esperança em um bairro melhor e um município com menos problemas, mas sei que cada um tem que fazer a sua parte com munícipe e lutar para termos um lugar melhor para viver. Isso depende de nós, somente nós. As pessoas tem que parar de cair nessas conversas fiadas desses políticos que só aparecem de 4 em 4 anos. O pior é que tem gente que pensa que leva vantagem em se vender por qualquer coisa!!!! Pensem nisso!!!!!

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