“Semanalinho” pode ter salvo petistas da inadimplência

Dinheiro teria sido arrecadado a partir da Secretaria de Habitação do Rio

Neste domingo, em todo o país, acontece o Processo de Eleições Diretas (PED), do Partido dos Trabalhadores, mas, no Rio de Janeiro, o que deveria ficar entre as raias partidárias, poderá se tornar em novo escândalo envolvendo a sigla, cuja máscara caiu com o “mensalão” – considerado o maior esquema de corrupção da história do Brasil – e virar um caso de polícia. É que denúncias apontam que contribuições nada voluntárias seriam recolhidas semanalmente por uma pessoa ligada ao senador Lindberg Farias para socorrer petistas com dificuldades financeiras e teria saído dessas contribuições feitas “por livre e espontânea pressão”, os recursos que quitaram dívidas de alguns filiados à legenda para que eles pudessem se candidatar e manter o direito a voto no PED deste domingo. A principal fonte dessa receita seria a Secretaria Municipal de Habitação do Rio e, de acordo com uma fonte ligada ao partido, o recolhimento de cerca de R$ 50 mil semanais seria feito sempre às terças-feiras, num bairro da Zona Oeste do Rio.

Até o dia 11 de outubro, cerca de dez mil filiados estavam em situação de inadimplência com as contribuições recolhidas através do Sistema de Arrecadação de Contribuição Estatutária (SACE) e corriam risco de ficar de fora. Nessa situação estavam vários interessados em disputar cargos nos diretórios municipais, o que lhes tiraria o direito de participação no PED, tanto o de votarem como o de serem votados. Essa condição de inadimplência tirava do páreo petistas de Magé, Maricá, Macaé, Silva Jardim, Cachoeiras de Macacú,Tanguá, Itaboraí, São Gonçalo, Niterói, Paracambi, Japeri, Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Mesquita. O prazo para pagamento foi ampliado para que as chapas pudessem ser registradas se os inadimplentes conseguissem quitar seus débitos.

De Magé, por exemplo, estavam sem o direito a voto dois interessados em disputar cargos no diretório local, o ex-vereador Álvaro Alencar e Leonardo Ulmmann. Em Maricá, fora do que já está sendo chamado de “semanalinho”, a operação “SOS Inadimplentes do PT” foi comandada pelo prefeito Washington Luiz Cardoso Siqueira, Washington Quaquá e em Macaé quem teria ajudado a salvar alguns filiados nessa situação foi o vice-prefeito Danilo Funke Leme. O vereador Carlos Ferreira fez a movimentação em Nova Iguaçu e em Paracambi os poucos inadimplentes se viraram sozinhos.

 

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