Magé firma pacto por uma educação melhor

Quando o ano letivo começar o am- biente deverá ser outro nas unidades da re- de municipal de ensino de Magé, que con- tará com 25 diretoras recém-empossadas e com 1.100 servidores novos, concursados que estarão estreando na rede. Se as caras serão novas e o ambiente também, o ideal continuará sendo o mesmo: uma educação melhor, com trabalho de resultados, para que os números nas futuras avaliações fei- tas através do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sejam positivos. De acordo o índice divulgado no final do ano passado, com base no ano letivo de 2011, Magé ficou com 3,9, abaixo da média estabelecida para os municípios do estado do Rio de Janeiro, situação que precisa e deve ser revertida.

Foi por um pacto por dias melhores na educação que o prefeito Nestor Vidal e a secretária Angela Lomeu se reuniram com as diretoras recém-integradas. Vidal destacou que dirigir uma escola pública não é fácil, mas é preciso que os profissionais de ensino se sintam responsáveis pela educação em Magé, devendo estar com as diretrizes estabelecidas. “Nossas diretoras tem a missão de semear a mudança através da educação. Ser diretora das unidades educacionais da cidade não é uma tarefa fácil, pois mexemos com a vida de muitas pessoas, mas os resultados serão positivos, pois fizemos as escolhas com base na competência de cada uma”, afirmou o prefeito.

Em 2014 o setor de ensino estará vivendo um novo momento. “Estamos vivendo um novo processo dentro da educação e as diretoras tem um grande papel nessa mudança. Tenho certeza que nesse novo ano será repleto de conquistas”, disse a secretária de Educação, Angela Lomeu.

Comentários:

  1. Nesses quase dois anos, se não me engano, a Educação já trocou vários secretários. A Ângela é a terceira Secretaria a assumir a pasta. Muita gente pensou que fazendo colégio, Magé melhoraria o ensino. Com essa nota 3,9 no Ideb, vemos que não estamos bem.

    O problema é que Magé não tem emprego. Os nossos jovens vão precisar disputar vagas em concursos fora de Magé e vão encontrar jovens que foram para o colégio, não só para fazer amigos, mas aprender a lição.

    Quando a política entra na Educação e na saúde, a nota é baixa.

    O Prefeito esta tentando. Os primeiros secretários davam para ver que não iam muito longe.

    Só tenho uma dúvida: Quem é campeão em troca de Secretário, a Educação ou a Saúde?

    Albert Einstein escreveu: “Eu tentei 99 vezes e falhei, mas na centésima tentativa eu consegui, nunca desista de seus objetivos mesmo que esses pareçam impossíveis, a próxima tentativa pode ser a vitoriosa”.

  2. Prezado Elizeu Pires:
    Em resposta ao Sr. Observador, que muito bem explanou a questão, tenho a acrescentar, como filho da terra, que Magé não tem mais tempo para nada. Nem Albert Einstein daria mais jeito em Magé, até porque uma cidade com quase 500 anos que ainda se encontra engatinhando e é, aberta e claramente, refém de grupelhos políticos, não pode mesmo prosperar em nenhum aspecto. Essa, quer queiram ou não, é a nossa triste e infinita realidade. Agora, para completar o quadro de horror, só falta a Cozzolândia retornar ao poder, porque é isso que o atual governo municipal parece querer com tantos e tantos desacertos. Que Deus nos ajude e nos guie, porque a coisa em Magé é séria e feia, muito séria e feia. Um abraço. Cláudio Luiz Gomes

    1. Rita, concordo com você, mas vejo um problema sério nessa afirmação: focar no baixo desempenho do profissional de educação. Sou professor da rede e fiz o melhor que pude, o melhor mesmo, mas mesmo assim achei que meu trabalho foi de regular a ruim. E sabe por que isso? Porque me deparei com um sistema de ensino precário, com uma escola sem as mínimas condições de trabalho, com alunos muito indisciplinados, sem consciência do ambiente escolar e de sua importância para eles próprios. Mesmo assim tentei, com toda a dificuldade e tive pouco, mas muito pouco progresso mesmo. Fiquei quase rouco, me desdobrei para conseguir o mínimo de ordem e respeito dentro de sala e colaborei na transformação daqueles que queriam progredir, os poucos, pouquíssimos alunos. A mentalidade em Magé é bem difícil e reflete no alunado. Para dificultar mais ainda, ventiladores quebrados num calor insuportável, falta de água, escolas sem recreio… Como dar aula e querer melhores índices nessas condições?

    2. Temos que atentar para o seguinte, a maior parcela de culpa nesta história toda é de nossos governantes. Tentar imputar esta mazela que é a educação de baixíssima qualidade aos pais, professores e alunos, é assinar atestado de otário.

      Poucas vezes li um diagnóstico de uma situação tão correto como o que o Professor de Magé produziu. Quem não concorda com ele, ou é cego ou não quer enxergar.

  3. Na teoria da relatividade, Albert Einstein fala da teoria espaço e tempo. Concordo com o Luis Cláudio Gomes, que disse que Magé não tem mais tempo para nada. Também concordo que o Einstein também não daria jeito em Magé. Precisamos de ter uma sequência de gestores voltados para o progresso da cidade.

    O próprio Einsteins estudou precedente Henri Poincaré, um físico neerlandês Hendrik Lorentz, etc.

    Em Magé, não vemos sequência de Governos. Um é inimigo do outro. Adversário até poderia, mas inimigo não, pois quem perde somos nós os Mageense, que entram para o mercado de trabalho e nós que passamos a barreira dos 50, que não temos a saúde desejável.

    Os secretários tem que ocupar o espaço a ele destinado com sabedoria e fazer que os alunos Mageense passam a ter boas notas em curto tempo, no ideb.

    Magé, Rico na História e na Geografia, mas ninguém conhece, nem o nosso povo.

  4. Rita, continuando, não sei se você é professora, provavelmente não seja, porém gostaria que vivesse a real experiência de sala de aula para entender o que digo. Nos dias de verão, as salas de aula, que já estão super lotadas de alunos, ficam insuportáveis e deveriam mesmo ter ar-condicionado para que se tornasse um lugar apropriado para se realizar o ensino e a aprendizagem. Isso não é nenhum luxo não, é realidade. No verão ninguém se concentra, ninguém aprende nada, os adolescentes s revoltam com o calor e maldizem a escola por isso. E com razão. Esse é um dos problemas. As condições sociais desfavoráveis e a mentalidade da sociedade só ajudam a agravar o problema. Por isso que o sistema de ensino deve se estruturar e colaborar para que a escola possa vencer os problemas. Se não há uma política forte e séria na educação, os números continuarão ruins. Alias, é bom que se diga, a preocupação com números levam menos a transformação do aluno e mais aos assédios morais ao professor.

  5. Rita, para finalizar, gostaria que soubesse que o assédio sofrido pelo professor quanto ao lançamento de notas dos alunos é muito grande. Somos acusados de não ensinar direito, de não implementar ações pedagógicas adequadas para um bom rendimento, ou seja, a culpa é do professor quando a situação é desfavorável. Incrível nisso tudo é que muitos, mais muitos professores mesmo se desdobram para criar condições de incentivo à aprendizagem, à educação de qualidade e mesmo assim não obtém resultado, pois, como disse, o problema é muito maior, é estrutural, depende de uma política educacional séria. No entanto, Rita, é mais fácil o discurso do senso-comum que avalia o desempenho dos profissionais de educação, culpando-os de todas as mazelas da educação. Não sou ingênuo e sei que existem péssimos professores, assim como existem péssimos médicos, advogados, dentistas, etc., no entanto gostaria que soubesse que muitos dos péssimos foram bons um dia, mas cansaram de remar contra a maré.

  6. Rita, não quero dizer jamais que um sistema de ensino ruim é argumento para que os profissionais de educação sejam tal qual o sistema. Mas a relação de causa e efeito está estabelecida e explica a realidade. Os alunos precisam de incentivo para aprender e os profissionais de educação precisam de incentivo para ensinar. Quando falo em incentivo, não me refiro somente a uma remuneração justa ao professor, mas falo principalmente de condições para uma educação de qualidade. Isso é o principal. Uma escola de verdade para atender as reais demandas do alunado e transformar de vez a sociedade. Pense nisso, procure conhecer a realidade educacional, caso seja professora, procure olhar com atenção a situação e reflita o porquê do seu colega muitas vezes não prestar um serviço de qualidade. A questão é: tem como na prática extrair flores das fezes? Muita das vezes os discursos pedagógicos são lindos, Paulo Freire é apaixonante, mas, ao mesmo tempo, muito distante da prática.

  7. Caso, seja professora, avalie a situação geral. Eu como professor há sete anos já consegui através da minha intervenção melhorar um pouco a situação precária da escola. O problema é que como eu disse, já cansei de trabalhar só esse “pouco”, já cansei do discurso que diz que “esse ano consegui mudar alguma coisa”, “algo melhorou”. Não dá mais. Está na hora de darmos uma educação de verdade e não migalhas. Chega dessa realidade em que o professor sofre os males do descaso educacional e adoece em prol de alguma transformação. A transformação é válida, mas para isso eu não posso e nem devo perder a minha saúde. Chega! Está na hora de o ensino ajudar no processo de transformação de verdade e não apenas ficar se preocupando com índices, que na verdade só servem para a promoção eleitoral.

  8. professora Ana

    Seria muito bom que todas as pessoas envolvidas na educação realmente estivesse determinadas em melhorar a qualidade da educação.Faço esta observação, pois neste momento não vejo justiça com alguns profissionais de qualidade.Vejo sim uma preocupação em trocar um funcionário por outro.Sem avaliar a capacidade deste funcinário.
    Concordo que um concursado e classificado deva ocupor o seu cargo pois isto é seu direito,mas porque não aprofeitar os contratados e com excelente desempenho? É desta forma que desejamos uma educaçãode qualidade.
    Já vi professores contratados e dedicados pegarem turmas de segundo ano sem um leitor e no final do ano entregar esta mesma turma com todos os alunos lendo, escrevendo e interpretando.Transformações são validas desde que ocorra com responsabilidade .

  9. Professor de Magé, Vc está de parabéns, conseguiu em poucas palavras apontar todos os motivos para a educação do município apresentar uma situação ruim, creio que não seja só em Magé, acho q nos deparamos com esse tipo de coisa na maioria dos municípios do RJ, a falta de infraestrutura, material didático, em muitas escolas falta até giz, isso tudo contribui para que alguns “ótimos” professores se tornem displicentes com o ensino, devido ao cansaço de remar contra a maré e nunca chegar a lugar algum.
    Quanto a essa “tau de Rita” pode ter certeza, ela não deve ter uma graduação na área de educação, pois é de se admirar uma profissional de educação, criticar e colocar em dúvida a competência de um profissional aprovado em concurso público.

  10. DEIXO A MINHA INDIGNAÇÃO POR DEIXAREM CAIR A RESPONSABILIDADE DA NOTA BAIXA DO IDEB SOMENTE NAS DO MÃOS DOS PROFESSORES. O SISTEMA NÃO FUNCIONA BEM ,E POSSO DIZER COM CERTEZA AS PRIORIDADES NA EDUCAÇÃO NÃO SÃO OS ALUNOS SE NÃO HAVERIA FISCALIZAÇÃO DA SEC. DA EDUCAÇÃO NAS ESCOLAS PARA DIAGNOSE DOS MESMOS COMO ANTES ACONTECIA ,DOIS ANOS SE PASSARAM E NÃO VI NINGUÉM NAS ESCOLAS PARA NADA!!!!!!!!!!!!!!TEM ESCOLAS CAINDO AOS PEDAÇOS SEM CONDIÇÃO NENHUMA, AS PAREDES ESTÃO PODRES COBERTAS COM TNT A MAIS DE SETE ANOS ,POIS TEM VERBAS PARA REFORMAR ESCOLAS ANTIGAS ( E.M. ANAYDE DE MELLO GUIMARÃES).RESPONSÁVEIS QUE ACHAM QUE AS ESCOLAS TEM QUE FAZER AQUILO QUE OBRIGAÇÃO DELES EDUCAR. FICA O RECADO TODOS TEM RESPONSABILIDADES COM A EDUCAÇÃO MAS MUITOS DEIXAM DE FAZER A SUA PARTES ……

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