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Compra dos ônibus “gratuitos” de Silva jardim será investigada

A aquisição de dez ônibus urbanos para operar no transporte coletivo de passageiros em Silva Jardim foi recebida com alegria pela população, mas poderá causar muitos dissabores ao prefeito Anderson Alexandre, por conta da suspeita de superfaturamento. Cada veículo foi comprado por R$ 347 mil, valor que estaria cerca de 20% superior ao praticado no mercado. A suspeita de irregularidade no processo licitatório levou o vereador Robson Oliveira Azeredo a solicitar cópia de inteiro teor do processo, com o objetivo de proceder com uma investigação, para a qual deverá ser solicitada – ainda está semana – a ajuda do Ministério Público. Ontem, durante a sessão da Câmara de Vereadores, circulou informações de que a Prefeitura teria pago aproximadamente R$ 70 mil a mais por cada ônibus.  O prefeito não foi encontrado para falar sobre o assunto.

O vereador Robson Azeredo vem desde o ano passado questionando os processos licitatórios abertos pela Prefeitura, bem como contratos para prestação de serviços e fornecimento de materiais. As licitações foram colocadas sob suspeita por conta da falta de transparência. De acordo com o vereador, os editais de licitação não estariam tendo a divulgação necessária, sendo feita através de publicações que, segundo ele, circula de forma restrita. Além do processo da compra dos ônibus Robson solicitou cópia, capa a capa, também da licitação aberta para locação de máquinas pesadas, vencida pela empresa Heringer, com a qual a Prefeitura assinou contrato no valor de R$ 1,405 milhão, por um período de seis meses.

A compra dos ônibus foi para estruturar uma empresa municipal de transporte de passageiros, uma autarquia que vai explorar todas as linhas municipais, cobrando uma tarifa única de R$ 1. Ocorre que o licenciamento dos veículos foi feito de forma errada, usando placas brancas de carros oficiais, o que obrigou o prefeito a liberar o acesso dos usuários sem nada cobrar. Como vai demandar tempo para o licenciamento ser refeito, com a substituição das placas brancas pelas vermelhas, Anderson Alexandre fixou uma data para iniciar a cobrança da tarifa de R$ 1: o dia 8 de maio.

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