Contrato de R$ 51,8 milhões não é garantia de ruas sem buracos em Nova Iguaçu
● Elizeu Pires
Quem trafega pelas pelos bairros que compõem o município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, depara com ruas e avenidas esburacadas, vias asfaltadas, mas que parecem um queijo suíço, uma situação que não deveria para acontecer, uma vez que há um contrato em vigor para as chamadas operações tapa-buracos.

Trata-se do contrato 010, firmado em fevereiro de 2024 com a Construtora Lytoranea, que está em recuperação judicial e há anos vem faturando alto no município. Com valor global inicial de R$ 47,6 milhões, o contrato já recebeu três termos aditivos para renovação e reajuste, estando hoje no total de R$ 51,8 milhões.
O terceiro termo aditivo foi assinado no dia 26 de fevereiro de 2026 pelo subsecretário de Serviços Especiais Luiz Roberto Pereira de Souza, estendendo o contrato até 2027, e fixando o valor global em R$ 51.832.671,51.
Mais de R$ 430 milhões – Com vários contratos com a administração municipal de Nova Iguaçu, a Construtora Lytorânea já recebeu R$ 433,7 milhões dos cofres do município, sendo R$ 34,7 milhões este ano.
De acordo com a relação de pagamentos feitos entre 2021 e 2026, o faturamento da empresa no município vinha aumentando de forma significativa até 2024, ano em que recebeu transferências que somaram R$ 122,7 milhões. Só em 2024 a Prefeitura firmou sete contratos com Lytorânea, com valores que passam de R$ 156 milhões.
De acordo com dados do sistema que registra as despesas empenhadas e quitadas pela administração municipal, a empresa recebeu o total de R$ 424.923.544,50.
Foram 68.642.600,57 em 2021; R$ 62.627.071,04 em 2022; R$ 98.767.589,98 em 2023; R$ 122.714.071,04 em 2024; R$ 46.277.016,13 em 2025 e R$ 34.754.292,46 no primeiro semestre deste ano.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
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