Prisões em Magé: Tribunal Regional Federal diz não haver indícios do envolvimento do prefeito do município no caso

Antes de determinar o cumprimento dos mandados de prisão temporária e busca e apreensão cumpridos na manhã desta quinta-feira (24) pela Polícia Federal em Magé, o juiz Ian Legay Vermelho, da 1ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, submeteu a representação da PF ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O TRF-2 decidiu pela competência do juízo da 1ª Vara para o processamento e julgamento, mas descartou a necessidade de se transferir as apurações para o âmbito da instância superior, por, segundo o despacho, não haver “quaisquer indícios mínimos de prática de delito” por parte do prefeito da cidade, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, que afirmou ter sido surpreendido com a ação da PF no município.

Em manifestação pública sobre a operação que resultou na prisão temporária da secretária de Saúde Carine Tavares e de Alcimeri Pereira da Silva – que aparece como dona da empresa Cmelab Consultório Médico e Exames Laboratoriais, contratada pelo município para realizar exames de análises clínicas -, o prefeito afirmou ter determinado uma sindicância interna e que se for encontrada irregularidade da contratação e na prestação do serviço por parte do laboratório os responsáveis serão punidos.

Segundo o prefeito, a operação da Polícia Federal foi uma desagradável surpresa para o governo, mas defende que tudo seja investigado. “Determinei uma auditoria no processo administrativo aberto para a contratação do laboratório e em todos os atos referentes a prestação dos serviços e pagamentos feitos”, afirmou o prefeito.

Além das prisões de Carine e Alcimeri, a Justiça decretou o bloqueio e seqüestro de valores das duas, da empresa, medida que atinge ainda e o vereador Cleverson Vidal Ribeiro e a esposa dele, Gabrielle de Brito Vidal, que também foram alvo de busca e apreensão em sua casa.

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