Boa de cobrar e ruim de pagar, OS Mahatma Ghandi deixa pessoal de UPA em Nova Iguaçu sem salário

Apesar de ser alvo de investigações do Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro desde o ano passado, por conta de irregularidade no processo licitatório através do qual foi escolhida para gerir o Instituto Estadual do Cérebro, a Organização Social Associação Mahatma Ghandi continua com vários contratos com o governo fluminense, para desespero do pessoal que presta serviços à rede de saúde através dela, que não recebe salários em dia nem tem os direitos trabalhistas garantidos.

É o caso, por exemplo, de médicos e funcionários de apoio da UPA 24h do bairro Botafogo, em Nova Iguaçu, que estão há dois meses sem salários. Segundo eles, reclamar de nada tem adiantado, e OS transfere a responsabilidade pelo atraso para o governo estadual que, por sua vez, diz que os repasses estão em dia.

A Organização Social Associação Mahatma Ghandi é um dos alvos da CPI da Pandemia, No ano passado a OS foi citada também em investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que encontrou irregularidades na licitação para administrar o Instituto Estadual do Cérebro. O MP aponta prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres públicos fluminenses.

De acordo com o MP, a Organização Social Pró-Saúde ficou em primeiro lugar, mas acabou desclassificada porque o governo do estado exigiu um documento que não é mais necessário, o Certificado de Registro Cadastral.

*O espaço está aberto para manifestação da Associação Mahatma Ghandi .

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