Pede para sair logo, Toffoli

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução

Para muitos juristas a saída do ministro Dias Toffoli (foto) da relatoria do Caso Master no Supremo Tribunal Federal não resolve o problema da falta de confiança sobre seus julgados. O que liquidaria de vez, a questão, seria sua saída da corte e a mais honrosa seria a antecipação de sua aposentadoria, pois um impeachment seria desonroso demais, e a talvez seja por isso que já começaram a surgir conselhos do tipo “pede logo para sair”.

Dias Toffoli entregou a relatoria que agora está a cargo do ministro André Mendonça. Isso se deu porque 10 ministros da Casa, em defesa dos “altos interesses institucionais”, entenderam que era inevitável que saísse do cargo. Toffoli poderia ter evitado muita coisa se tivesse admitido logo de cara que tinha sido sócio de seus irmãos em uma e que recebeu dividendos quando essa foi vendida.

Por que o ministro Dias Toffoli não disse, ao defender a tese de que ministros podem receber dividendos, na semana passada, que tinha sido sócio de uma empresa com os irmãos, que fez negócios com firma ligada ao Banco Master, a Reag?

Nada demais ser sócio de uma empresa chamada  Maridt, que fez negócio com a Reag, uma transação envolvendo um resort de luxo localizado em Ribeirão Claro, no estado do Paraná.

O problema reside no fato de o ministro não ter revelado isso quando foi sorteado para relatar o caso Master no STF. Bastava se colocar na condição de impedido e  tudo teria caminhado republicanamente como deveria ter ocorrido.