● Elizeu Pires

Com cerca 120 mil moradores e quase 80 mil eleitores, o município de Japeri, na Baixada Fluminense, já está em clima de disputa eleitoral, e isso nada tem a ver com o pleito deste ano, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
Os agentes políticos que deveriam estar unidos na defesa dos interesses do povo, se mostram mais preocupados é com o confronto, buscando conseguir na marra o que as urnas não lhes deram, antecipando uma disputa que só vai acontecer em outubro de 2028.
Gostem ou não a turma do quanto pior melhor e os semeadores do caos, Fernanda Ontiveros é a prefeita. Ela foi reeleita em 2024 com mais votos que o apurado em 2020. Se os eleitores quisessem outro nome tiveram chance de materializar isso nas urnas naquele ano. Não o fizeram.
Então é esperar por 2028, pois a decisão do povo é a soberana, não o querer daqueles que foram rejeitados na hora do voto e hoje querem tomar o poder no grito.
Na verdade, o clima de disputa teve início logo no primeiro ano do segundo mandato de Fernanda, com gente que teve pouco mais de mil votos querendo governar no lugar de quem foi escolhido por 22.686 eleitores. Desde lá começou uma queda de braços que, ao que parece, não tem nada a ver com preocupação com o município.
Hoje teria gente já dando como certo o impeachment da prefeita e haveria até uma lista de quem ficaria com as secretarias de Saúde, Educação e Obras, as pastas com maior orçamento e os mais volumosos contratos.
Se é isso mesmo, onde está a preocupação com o povo?
Também tem se ouvido por lá que o vice-prefeito até já poderia encomendar o terno para a posse, mas é preciso pensar bem sobre isso, pois uma Câmara que tira um pode apear o outro do cargo, e aí, quem assumiria? Adivinhem…