● Elizeu Pires

Desde maio, quando membros do Progressistas começaram a cair nas graças de Eduardo Paes que os mais próximos do deputado federal Juninho do Pneu (PSDB) – que deixou o União Brasil e filiou-se ao PSDB por aceno de Paes –, começaram a sonhar com a volta ao controle da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni), uma empresa pública que, aos olhos de observadores mais atentos, serviria mais como cabide de emprego que para outra coisa.
Um mês depois, quando o partido pulou fora da aliança com o PL, Juninho teria passado a acreditar que recuperaria o comando indireto da dita cuja, inclusive com alguns dos seus dizendo que o próprio Eduardo teria pedido isto ao prefeito Dudu Reina. Se pediu, perdeu seu tempo, pois até a data de hoje a Codeni continua sob o guarda-chuva pessoal do prefeito, tendo como presidente o polivalente Paulo Cesar de Souza.
No governo há quem diga que Juninho do Pneu achou que, mesmo deixando o grupo que venceu as eleições de 2024, continuaria ocupando o grande espaço que tinha na administração municipal, o controle de um órgão com algumas centenas de cargos de livre nomeação e autonomia para contratar empresas prestadoras de serviços e fornecimentos. Se foi isto mesmo, enganou-se, pois na noite de 10 de abril o prefeito assinou a exoneração do presidente e do vice indicados pelo parlamentar.
Desde o ano passado que Reina vinha mostrando descontentamento com o andamento das coisas na Companhia de Desenvolvimento – cujos gestores pareciam achar que deviam mais satisfação ao deputado que ao prefeito –, mas vinha relevando. Mas aí veio a pulada de cerca de Juninho, o que colocou mais tinta na caneta do prefeito e as demissões aconteceram.
Pois bem. Lá se foi um mês desde o suposto pedido de Paes a Reina, que pelo menos até o dia de hoje não o atendeu. Se o fizer amanhã, mais que dar um grande presente ao deputado, estará mostrando fraqueza, o que não pega bem para nenhum governante.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria