Deixa o já ganhou de lado, Paes; vá até onde o povo realmente está
● Elizeu Pires
Alguém precisa dizer a Eduardo Paes que ainda tem muita água a rolar sob a ponte e que a correnteza — principalmente na Baixada Fluminense, região que soma cerca de três milhões de eleitores — é muito forte.

É claro que ele ainda lidera com folga as pesquisas de intenção de voto, mas o principal adversário, Douglas Ruas, não está morto e sabe falar a língua do povo, até porque veio da periferia, São Gonçalo, que tem as mesmas características de São João de Meriti, por exemplo, embora ainda faça algumas confusões geográficas.
Então resta ao Garoto Zona Sul, calçar as sandalhas da humildade e pisar leve, pois o simples fato de 10 dos 13 prefeitos da Baixada lhe apoiarem não significa que o povo vai cego no que eles vierem a apontar, e ficar fazendo carreatas não tem o efeito do corpo-a-corpo, do tête-à-tête, do aperto de mãos.
A real é que Paes está superdimensionando o poder de voto da família Reis, achando que Washington e os manos são os bambambãs na região. Não são mesmo. Dão as cartas em Duque de Caxias, mas na vizinhança desagregam e muito.
Então que Paes, trate melhor as lideranças comunitárias da região, porque estes coringas têm mais voz nos bairros que os prefeitos. Chame os vereadores para uma conversa séria, pois sãos estes que tem acesso ao eleitor mais pobre, aquela gente da qual o candidato do PSD e seu entorno costumam manter distância, mas na Baixada, Menino do Rio, este povo acostumado a pisar na lama, que viaja em trens lotados ou exprimidos nos ônibus, é quem decide a eleição.
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