A vitória de Lula em números e fatos
● Elizeu Pires
Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente presidente e vice do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só faltaram ir às ruas panfletar para Flávio Bolsonaro.

Fizeram de tudo para frear a campanha do presidente Lula na internet e, quando se pensava que a dupla já tinha chegado ao limite e que se recolheria para esperar o resultado que acreditava que seria favorável ao Bolsanarinho, um deles, kássio resolveu ignorar a representação que pedia providências contra a retirada dos ônibus das ruas de São Paulo, Salvador e outras cidades, numa manobra clara das empresas e dos governos municipais para dificultar o acesso dos eleitores às urnas.
Não funcionou: Lula atropelou Flávio nas urnas, que tal como o pai condenado por tentativa de golpe de estado, decidiu não aceitar o resultado da eleição.
E daí, garotinho mimado? Vai fazer o que agora? Chorar na cama que é lugar quente ou tentar convencer os dois ministros indicados por seu pai tentarem melar o jogo da democracia?
Se estiver pensando assim vai dar ruim de novo, pois os números que saíram das urnas na votação desde domingo (25), foram muito claros, e o pessoal voltou a tomar gosto pelas ruas, e não deverá ficar parado diante de uma ameaça dessa.
Não é preciso ser especialista para entender no resultado apresentado ontem mostra que Lula cresceu em todos os estados, que o presidente aumentou a votação em todo o território nacional e, de quebra, fez o deputado Nicolas Ferreira e o senador Cleitinho – eleito governador de Minas Gerais – passarem vergonha, derrotando-os dentro de casa.
Não dá para ignorar também que Lula também tirou onda no berço do bolsonarismo. Primeiro lotando por duas vezes a orla de Copacabana, depois somando no segundo turno um milhão a mais de votos.
Está bom ou querem mais?
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