Belford Roxo: morte de Joca completa 25 anos, mas apesar dos esforços do gestor atual, memória sobre o primeiro prefeito não foi apagada

Joca chamava Belford Roxo de “Cidade do Amor”!

Jorge Júlio Costa dos Santos, o Joca, primeiro prefeito de Belford Roxo, foi assassinado com 11 tiros numa noite de terça-feira. Foi no dia 20 de junho de 1995. Ele estava a caminho do Palácio Guanabara para uma reunião com Marcelo Alencar, então governador. As investigações apontaram para um assalto, mas os adeptos da teoria da conspiração duvidam disso até hoje, apesar do assassino ter sido preso e condenado pelo crime.

Hoje estão sendo completados 25 anos da morte do político, cuja memória vem desde janeiro de 2017 sendo alvo de tentativas de destruição. O prefeito Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, já apagou o que lhe foi possível, mas como não pode mexer na cabeça nem no coração do povo, Joca sobrevive…

Os abrigos de ônibus da cidade ganharam corações na gestão de Joca, assim como vários equipamentos urbanos. Era o jeito de Jorge Julio tentar superar o que se dizia do município à época, quando era apontado como o mais violento da Baixada Fluminense.

Joca ergueu escolas e postos de saúde, construiu praças e um slogan, “Cidade do Amor”. Chegou Waguinho e começou a demolição. Não poupou nada, nem o pórtico da entrada principal da cidade. Tirou o nome do primeiro prefeito do hospital e foi cirúrgico na retirada da marca física.

Lá se foram 25 anos e Joca – apesar de Waguinho – continua sendo lembrado e guardado no coração do povo. Quanto a Wagner dos Santos Carneiro, como este deve querer ser lembrado? Demolidor ou moto-serra?

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