Governo interino e blefe do grupo do político de quem, de acordo com a legislação, nem deveria ter disputado as eleições de 2024 contribuem para isso
● Elizeu Pires

No fim de ano o prefeito interino de Itaguaí, Haroldo de Jesus, o Haroldinho (PDT), usou as redes sociais para uma espécie de prestação de contas dos primeiros 30 dias de sua segunda gestão provisória.
Ele havia assumido em janeiro porque o candidato mais votado em 2024 – o então prefeito Rubem Vieira de Souza, Dr. Rubão – concorreu sub judice, não teve a votação validada e não pode sentar na cadeira. Entretanto, uma liminar, que acabou cassada em novembro, permitiu a posse do político, que passou pouco mais de cinco meses no governo.
Haroldinho retomou a interinidade em 27 de novembro e desde então o grupo de Rubão começou a espalhar na cidade que ele voltaria ao cargo e que isto seria decidido ainda até o fim de 2025. Nada aconteceu e o volta-não-volta continua.
Esse “ele vai voltar”, para alguns observadores, teria apenas o objetivo de causar desconforto ao governo interino, gerando instabilidade, o que, na opinião de quem entende do assunto, só faz aumentar a sensação de insegurança jurídica, o que atrapalha muito o município e, por óbvio, a população.
A expectativa é de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará o processo que pode concluir para um pleito suplementar para escolha de novo prefeito e vice seja julgado no máximo até fevereiro, para que a nova eleição ocorra logo.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria