
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro pode voltar a ter um representante na Câmara dos Deputados a partir de 2026. Desde o fim do mandato de Cabo Daciolo – que deixou o Congresso em 2019 – o estado não conta com um parlamentar federal oriundo da corporação com atuação voltada à pauta da Defesa Civil.
A ausência de representantes com formação e conhecimento técnico na área é apontada por especialistas como um fator que dificulta a construção de leis mais conectadas à realidade dos desastres climáticos e das emergências recorrentes no estado. Enchentes, deslizamentos e eventos extremos seguem impactando principalmente regiões mais vulneráveis do território fluminense.
Nesse contexto, o sargento Alexsandro Camara da Fonseca (foto), integrante da corporação, surge como um dos nomes associados ao debate sobre Defesa Civil no cenário eleitoral deste ano. Com conhecimento técnico sobre o tema, ele defende o fortalecimento das ações preventivas, maior integração entre União, estado e municípios e uma legislação mais adequada às especificidades do Rio de Janeiro. “A prevenção precisa ser o eixo central da política pública, e não apenas a resposta depois que o desastre acontece”, afirma Camara.
Entre os instrumentos em discussão está o Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (FUNPDEC), criado para garantir recursos permanentes para ações estruturantes, como obras de drenagem, contenção de encostas, sistemas de alerta, abrigos, equipamentos e capacitação técnica, com critérios transparentes e prioridade para os municípios mais vulneráveis.