Guinada à direita por Eduardo Paes aumenta pressão para André Ceciliano concorrer a mandato-tampão com saída de Castro

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução

Rezando em dois “santuários” diferentes, com uma vela para um santo e uma para outro, o prefeito Eduardo Paes, pré-candidato do PSD ao governo fluminense, está gerando desconfiança no PT, que estava disposto a seguir com ele de olhos fechados. Com a repentina aproximação de Paes ao bolsonarismo, os lulistas já não acreditam que Eduardo será 100% fiel no palanque da reeleição do presidente Lula.

Pois bem. A coisa começou a desandar neste início de ano, e André Celiano (foto), que já havia dito que não abriria mão de disputar um mandato de deputado estadual, está sofrendo pressão para entrar na eleição indireta que a Alerj terá de fazer logo depois do carnaval, quando o governador Claudio Castro (PL), apresentar renúncia para concorrer ao Senado.

Nesta sexta-feira (9) Ceciliano recebeu ligações de políticos de várias correntes, declarações de apoio e pressão suficientes para fazer balançar o atual secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, que goste ou não, está no centro do tabuleiro do político, cotado não só para a eleição indireta, mas também para uma candidatura majoritária no pleito direto, projetando um palanque próprio para Lula no território fluminense.