● Elizeu Pires

Preso no dia 11 de março numa operação apontada como “no mínimo esquisita” por seus colegas de partido, o vereador capital fluminense Salvino Oliveira (foto), foi solto dois dias depois por determinação do desembargador Marcus Basílio, do Tribunal de Justiça, e, em seguida o PSD, legenda a qual o parlamentar pertence, fez uma representação na Procuradoria Geral República, apontando suposto uso da Polícia Civil para perseguir adversários políticos do então governador Claudio Castro.
Esta semana, Salviano ganhou mais uma: o TJ-RJ determinou o trancamento do inquérito aberto contra ele pela Polícia Civil, em decisão que aponta para falta de provas que justificassem a continuidade da investigação, e diz que não há elemento concreto que indique que o vereador tivesse praticado crime. A decisão também cita indícios de uma possível perseguição para fins eleitorais.
Ainda de acordo com a decisão, foram feitas por parte da Polícia Civil durante a investigação conduções coercitivas contra pessoas ligadas ao vereador, entre elas o pastor da igreja evangélica frequentada por parentes de Salviano e familiares do político.
A decisão menciona que até os avós do político tiveram de prestar depoimentos e foram submetidos a interrogatórios “sem a presença de advogado”, e tiveram que “responder perguntas sobre a vida pessoal do investigado, sua rotina na Igreja, suas finanças familiares e aspectos de sua infância, temas totalmente alheios ao objeto da investigação criminal”.