
Quem tem mais legitimidade para pedir votos em um determinado município: um nome local ou políticos de fora? A resposta parece obvia e a pergunta soa meio que desnecessária, mas, pelo menos em Magé, na Baixada Fluminense, a indagação começou a ser feita.
É que as redes sociais foram inundadas nos últimos dias com ataques ao ex-prefeito Renato Cozzolino Harb (foto), um mageense que deixou a Prefeitura e anunciou sua pré-candidatura a deputado federal.
Renato, que além de prefeito teve dois mandatos de deputado estadual, está sendo chamado de traidor nas redes pelo fato de não estar apoiando nenhum nome de fora, como fizera antes, e os ataques estão sendo atribuídos a pessoas que sempre funcionaram como cabos eleitorais de políticos de outros municípios, como Daniela do Waguinho e Dani Cunha.
O próprio Renato apoiou, em duas eleições consecutivas o deputado federal Dr. Luizinho, e agora pretende trabalhar ao lado dele por mais recursos para a Baixada Fluminense, integrando a mesma bancada, a do Progressistas (PP).
Com a caminhada de Renato Magé poderá ter um deputado federal para chamar de seu. O último político local a ser eleito para a Câmara dos Deputados é um primo dele. Renato Cozzolino Sobrinho foi eleito em 2003. Depois, o máximo que o município teve foi suplente exercendo alguns meses de mandato.
Para alguns observadores, os ataques via internet estão querendo passar a imagem de ruptura dentro da família Cozzolino e disseminar a falsa ideia de que Magé dependeria unicamente de emendas parlamentares encaminhadas por políticos de fora, quando seria exatamente o contrário, pois o que município teria é um representante seu para encaminhar diretamente as demandas.