E quem nos protege da Universal, prefeito?

Elizeu Pires

Em entrevista veiculada pela Folha de São Paulo o prefeito do Rio reclamou de que há preconceito em relação ao fato de ele ser um bispo evangélico. Marcelo Crivella protesta dizendo que tudo o que ele faz para proteger a família ganha um viés ideológico, que a imprensa o confunde o prefeito com o bispo e noticia que é um ato de censura.

Em respeito a dor da família Silva

● Elizeu Pires

"As coisas mais mesquinhas enchem de orgulho os indivíduos baixos." Lembrei-me hoje do que William Shakespeare disse há 420 anos e certamente, por estas linhas, serei crucificado pelos mesquinhos que, no extremo da ignorância, alegraram-se com a morte de uma criança, vítima duas vezes: primeiro da meningite que ceifou sua vida, depois, da insensibilidade que toma conta de extremistas, gente esquisita sem dó nem piedade.

Senhores, a Bíblia não é a Constituição

Somando 108 deputados e dez senadores, a Bancada da Bíblia ou dos evangélicos – como preferirem – está se achando. Quer impor uma pauta de costumes, quando a prioridade deveria ser o país e questões que vão muito além dos templos que não pagam impostos, não rendem um centavo sequer aos cofres públicos. Mais uma vez o assunto é a transferência da Embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém, como se isso tivesse uma enorme importância para a nação. O bloco do "nós acima de tudo e de todos" parece ver nessa mudança a solução para todos os problemas nacionais. Ignora, por exemplo, que se levada a efeito, a transferência pode causar um baque e tanto na economia brasileira...

Depois de pregar no deserto, defendendo tratamento especial para o ex-senador Magno Malta, o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do bloco, agora ataca o vice-presidente Hamilton Mourão porque este, ao contrário do titular, olha o tempo todo para frente, já desceu do palanque e defende interesses nacionais, não bandeira de grupos.

Aos mageenses, com carinho e respeito

Minha relação com Magé não tem nada de pessoal. É profissional, e exercida sempre que se precisa dela. Vocês se lembram dos tempos de chumbo, quando se temia tocar no poder local? Pois é. Quem saiu de sua zona de conforto e deu as caras para tomar as dores, lutar numa batalha que não era sua, já que os corajosos locais preferiam a segurança do silêncio, para não dizer a da omissão conveniente?

Da metade de 2011 para cá está muito fácil mostrar-se forte e corajoso. Particularmente, eu, Elizeu Pires, a quem vocês recebem todos os dias com carinho e respeito via elizeupires.com, gostaria muito de ter contado com a ajuda dos destemidos de hoje, mas, infelizmente, tive de ir à guerra sozinho. Nada a lamentar. Só fico triste quando leem uma coisa, entendem outra e saem espalhando da forma equivocada resultante de uma limitada interpretação...

Do comunismo ao patrulhamento de ocasião

Por Elizeu Pires

A palavra comunista vem do latim, comunis, comum, mas o homem se encarregou de deturpar isto, dando-a como nome a uma doutrina política, cujos adeptos pregam que todas as pessoas têm direitos iguais sobre tudo, ignorando a propriedade privada, com o estado tutelando tudo em favor de todos. Só que, na prática, não é bem assim. Nos países onde tal doutrina ainda impera uns são mais "iguais" que os outros quando se trata de dividir o ouro, com os líderes do sistema tendo direito a tudo e o povo a nada. Vide Cuba, por exemplo. Por lá os Castros desfilam de Mercedes e o povo em sucatas, isto os poucos que conseguiram manter sobre quatro rodas o que sobrou dos anos 50...

A hora do compromisso (Editorial da Folha de São Paulo)

Quem participa da eleição presidencial adere tacitamente a um contrato com a nação. Obriga-se a aceitar o resultado soberano das urnas em caso de derrota e, na outra hipótese, a respeitar a Constituição e os direitos fundamentais ao conduzir o governo. Em meio à crispação do ambiente de campanha e ao estrago desencadeado pela recessão na economia, o aceno a ideias autoritárias requer das duas candidaturas ora mais competitivas algo além da aceitação presumida das regras do jogo, no entanto. Chegou a hora de expressarem compromissos definitivos com a democracia.

Jair Bolsonaro, do PSL, tem lançado suspeição infundada sobre o sistema eletrônico de votação. Estimula paranoias de manipulação, mas apenas para o caso de não ser ele o vencedor do certame.