Sucessão em Nilópolis: vereador que chegou a ser preso como suspeito de encomendar morte de colega entra na disputa pela Prefeitura

O Solidariedade deverá ter candidatura própria à Prefeitura de Nilópolis, lançando o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Henrique Cruz (foto), o Dedinho, como cabeça de chapa. No dia 9 de maio de 2019 ele foi preso pela Polícia Civil, sob a acusação de que teria  encomendado a execução do  policial civil e também vereador Roberto de Barros, o Betinho, que, de acordo com as investigações, só não foi morto porque o pistoleiro – que teria sido contratado  por R$ 200 mil – terceirizou o serviço e o matador terceirizado acabou alertando Betinho sobre o contrato.

Segundo foi apurado, a encomenda da morte teria sido feita a Ronaldo Izidoro, preso no dia 2 de abril deste ano, na Avenida Brás de Pina, na Penha. As investigações apontaram que a desavença entre Dedinho e Betinho teria começado com a antecipação da eleição da composição da mesa diretora da Câmara para reeleger-se e Betinho decidiu recorrer à Justiça contra a medida.

Partido do pastor Everaldo recebeu R$ 75 mil de diretor de OS para a campanha de Witzel: instituição teria como sócios ocultos os empresários Mário Peixoto e Luiz Roberto Martins, presos desde maio

Desqualificada pelo governo estadual no ano passado por irregularidades na administração de UPAs na Baixada Fluminense, a Organização Social Instituto Unir Saúde foi reabilitada em março desde ano pelo governador Wilson Witzel, voltando a ficar apta para disputar licitações. A reabilitação da OS, entretanto, foi tornada sem efeito em maio, após as prisões dos empresários Mário Peixoto e Luiz Roberto Martins, apontados como sócios ocultos da Unir. Ontem (20), durante sessão da Comissão de Saúde e Gastos com a covid-19 da Assembléia Legislativa, a deputada Martha Rocha revelou que um diretor da organização doou R$ 75 mil ao Partido Social Cristão para a campanha de Witzel. O PSC é comandado no estado do Rio de Janeiro pelo pastor Everaldo Dias Pereira (foto), apontado como "um dos que mandam no governo Witzel".

O dinheiro foi doado por Bruno José da Costa Kopke Ribeiro, que era diretor médico da organização, o que foi confirmado em depoimento pelo diretor-executivo Marcus Velhote. Depois de ouvir Marcos, a comissão decidiu aprofundar as investigações contra o instituto, que recebeu dos cofres estaduais pelo menos R$ 182 milhões até o final de 2019. Pelo que foi apurado, para reabilitar a OS o governador teria contrariado dois pareceres técnicos.

Campanha eleitoral já começou em Japeri: pré candidatos visitam comunidades sem máscara, declarada de uso obrigatório no estado

Numa das imagens Cesar aparece com a máscara no queixo e a secretária de Saúde Rozilene Souza, a quem caberia dar o exemplo, sem a proteção Algumas lideranças dizem lá pelas bandas de Japeri – apontado como o município mais carente da Baixada Fluminense e um dos mais pobres do estado do Rio de Janeiro –, que para ser considerada ruim a gestão do prefeito Cesar Melo tem de melhorar muito, mas ele já está em campanha para tentar permanecer no cargo que ocupa desde agosto de 2018, com o afastamento de Carlos Moraes Costa, de quem era vice.

No fim de semana Melo visitou alguns bairros acompanhado de pré-candidatos a vereador e da secretária de Saúde, Rozilene Souza Moraes dos Anjos, que assim como o prefeito aparecem sem máscaras nas imagens que registram as reuniões e foram postadas nas redes sociais.

Porto Real é visto como herança de família: núcleos de dois ex-prefeitos se fazem presentes na disputa pelo governo do município

Sergio Bernardelli foi o primeiro prefeito de Porto Real, ex-distrito de Resende instalado como município no dia 1º de janeiro de 1997. Ele exerceu dois mandatos seguidos e foi sucedido por Jorge Serfiotis, que também teve dois mandatos consecutivos e faleceu no primeiro semestre de uma terceira gestão. Inelegível, Bernardelli está fora do jogo político, mas ainda assim quer voltar ao poder, mesmo que indiretamente. Ele lançou a filha Silvia, que deverá ter como principal adversário um Serfiotis, o deputado federal Alexandre, médico como ela.

O confronto dos dois clãs é classificado como disputa entre núcleos que achariam que o município é uma herança política de família. Observadores locais entendem que, politicamente falando Bernardelli estaria se posicionando como fosse dono da cidade e o mesmo se poderia dizer de Alexandre, que se colocaria como herdeiro do pai e do próprio município.

PSD poderá ter candidatura própria em Nova Iguaçu

Legenda pressiona por Delegado Carlos Augusto na disputa

O comando do Partido Social Democrático (PSD) está pressionando por uma candidatura própria à Prefeitura de Nova Iguaçu e por uma nominata competitiva de postulantes à Câmara de vereadores. Em conversa agora há pouco com o elizeupires.com, o deputado estadual Carlos Augusto Nogueira Pinto, mais conhecido como Delegado Carlos Augusto (foto), revelou que está sendo convencido a concorrer a prefeito. "A pressão é forte. Digamos que hoje sou 99% pré-candidato a prefeito", afirmou.

Governador do Rio diz que não está envolvido em irregularidades, mas vai insistir em barrar CPI da Alerj na Justiça

Witzel perdeu a primeira batalha contra a CPI no TJ, mas sua defesa anunciou que está estudando novas medidas a serem tomadas  "Não sou ladrão. Não deixarei que corrúptos e ladrões estejam no meu governo. Vamos vencer a guerra". As palavras são do governador do Rio de Janeiro, o ex-juiz federal Wilson Witzel, uma reação contra as suspeitas de que ele estaria ligado às irregularidades encontradas nos contratos emergenciais feitos pela Secretaria de Saúde e uma resposta às afirmações de que em delação premiada o ex-secretário Edmar Santos poderia apresentar provas contra ele. Entretanto, o homem que faz um discurso duro contra a corrupção é o mesmo que recorreu à Justiça para evitar depor na Polícia Federal e também para tentar impedir a continuidade da CPI instalada pela Assembleia Legislativa, que poderá resultar em impeachment.

A primeira tentativa na Justiça deu resultado positivo. O presidente do STJ, João Otávio de Noronha, livrou o governador do depoimento à PF, mas o recurso contra a CPI foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça do Rio: o desembargador Elton M. C. Leme indeferiu o mandado de segurança impetrado pelos advogados do governador, mas a defesa já avisou que está estudando as medidas que serão tomadas para derrubar a CPI, insistindo na tese de que a Assembleia Legislativa não observou o direito de defesa do governador

Senado aprova MP que dispensa licitação para combate à pandemia

Projeto de lei oriundo da medida provisória vai a sanção presidencial

O Senado aprovou hoje (16) a Medida Provisória 926/20, que flexibiliza regras de licitações durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. A MP foi publicada pelo governo no dia 20 de março. O propósito é ajudar os gestores municipais e estaduais a tomar providências mais rápidas no combate ao covid-19. O projeto de lei oriundo da MP vai a sanção presidencial.

Críticas de Gilmar Mendes a militares no Ministério da Saúde repercutem na Câmara: oposição concorda com a fala do ministro do STF

Deputados que participam da sessão virtual do Plenário da Câmara comentaram as críticas feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes (foto) à presença de militares no Ministério da Saúde. No último fim de semana, Mendes afirmou que o Exército, ao ocupar cargos técnicos no ministério durante a pandemia de Covid-19, associa-se a um genocídio. Parlamentares da oposição concordaram com a fala de Mendes, enquanto deputados da base governista defenderam a atuação do governo federal no combate ao novo coronavírus.

O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do partido, entrou com requerimento de convocação do ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, para falar das ações do governo sobre a pandemia. "Nos aproximamos de um genocídio, é genocídio mesmo. O governo Bolsonaro enfrenta a pandemia de forma errada, causa genocídio e faz charlatanismo", disse Correia.

TRE não vê justa causa na saída de Max do MDB e cassa seu mandato: deputado diz que vai recorrer para manter-se na Alerj

Max diz em nota oficial que vai recorrer para manter o mandato Por três votos a dois o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro julgou procedente a ação declaratória de perda de mandato eletivo por desfiliação partidária sem  justa causa ajuizada pelo diretório estadual do MDB contra o deputado Max Lemos, que deixou o partido e filiou-se ao PSDB para poder concorrer à Prefeitura de Nova Iguaçu. A decisão foi tomada no final da tarde desta quarta-feira e favorece o primeiro suplente da legenda, o ex-deputado Atila Nunes, que também é autor da ação. Em nota oficial divulgada há pouco o parlamentar alega que vem sofrendo perseguição desde que decidiu concorrer ao cargo de prefeito de Nova Iguaçu.

"Em relação ao julgamento do colegiado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ), na tarde desta quarta-feira (15), sobre a perda do mandato eletivo de deputado estadual, informo que respeito a decisão do referido colegiado, porém, continuo fortemente acreditando em Deus e na justiça. Utilizaremos todos os recursos permitidos pela legislação  brasileira, pois fomos eleito deputado estadual com 59.672 votos, e é por estes, que confiaram em nossa liderança que continuaremos lutando. Todos sabem da grande perseguição e discriminação que venho sofrendo desde que aceitamos o desafio de liderar um grupo político que visa transformar e, principalmente, levar o desenvolvimento econômico para Nova Iguaçu", diz o deputado na nota oficial.

Secretários que ainda restam no governo Witzel tentam fazer “seguro” para garantir o posto em eventual gestão de vice e proteção na Alerj

Vários que participaram da primeira reunião do secretariado de Witzel já deixaram o governo, uns demitidos, outros por vontade própria Com os dias como governador praticamente contados, o ex-juiz Wilson Witzel, ao que parece, só contaria hoje com um aliado de verdade no Palácio Guanabara, o secretário da Casa Civil Cleiton Rodrigues, que tem se movimentado nos últimos dias no sentido de tentar reverter o quadro na Assembleia Legislativa, onde 69 dos 70 deputados, se o processo de cassação fosse votado hoje, mandaria o Witzel para casa sem dó nem piedade.

Ao contrário de Cleiton, alguns titulares de pastas importantes estariam mais preocupados em fazer uma espécie de seguro para manterem-se os postos numa já dada como certa gestão do vice-governador Claudio Castro, que, por sua vez, usando as sandálias da humildade, tem ficado calado e evitando encontros que podem ser confundidos como conspiração. Também teriam aqueles que apostam que a onda de desgraça possa afetar outras pastas e que o melhor seria destinar a fidelidade a outro senhor.