Nas últimas eleições Mesquita optou por mudanças, mas há quem não queira deixar o passado Grupo que tentou derrubar prefeito vai encontrar turbulências pela frente
Sete dos atuais vereadores de Mesquita tinham mandato na gestão anterior e nada fizeram para apurar as denúncias de irregularidades apresentadas contra o prefeito Gelsinho Guerreiro, que deixou o governo no dia 31 de dezembro e um rastro de destruição, um rombo estimado em R$ 130 milhões. Agora, em sete meses da nova formação, a Câmara resolveu 'mostrar serviço' e o fez não por fraude ou desvio de recursos, mas por um ato que quitou a dívida deixada pelo 'governo amigo' com o funcionalismo. O efeito do 'serviço' mostrado durou apenas três dias, pois o Tribunal de Justiça derrubou a cassação do prefeito Jorge Miranda, aprovada por nove dos 12 membros da Casa em sessão realizada na manhã do dia 1º de agosto. A vitória de Miranda, verificada nas primeiras horas de sábado (5), pode ser apenas o começo dos muitos problemas que o presidente da Câmara, Marcelo Santos Rosa, o Marcelo Biriba e seus seguidores, deverão ter pela frente, pois o 'canhão' do Ministério Público está apontando para a sede do Legislativo, não pela 'queda de braços' entre poderes, mas por conta de denúncias graves que podem abreviar a vida pública de alguns dos 'nobres representantes' da população do município mais jovem da Baixada Fluminense.