‘Feitiço’ pode virar contra o ‘feiticeiro’ em Mesquita

Nas últimas eleições Mesquita optou por mudanças, mas há quem não queira deixar o passado Grupo que tentou derrubar prefeito vai encontrar turbulências pela frente

Sete dos atuais vereadores de Mesquita tinham mandato na gestão anterior e nada fizeram para apurar as denúncias de irregularidades apresentadas contra o prefeito Gelsinho Guerreiro, que deixou o governo no dia 31 de dezembro e um rastro de destruição, um rombo estimado em R$ 130 milhões. Agora, em sete meses da nova formação, a Câmara resolveu 'mostrar serviço' e o fez não por fraude ou desvio de recursos, mas por um ato que quitou a dívida deixada pelo 'governo amigo' com o funcionalismo. O efeito do 'serviço' mostrado durou apenas três dias, pois o Tribunal de Justiça derrubou a cassação do prefeito Jorge Miranda, aprovada por nove dos 12 membros da Casa em sessão realizada na manhã do dia 1º de agosto. A vitória de Miranda, verificada nas primeiras horas de sábado (5), pode ser apenas o começo dos muitos problemas que o presidente da Câmara, Marcelo Santos Rosa, o  Marcelo Biriba e seus seguidores, deverão ter pela frente, pois o 'canhão' do Ministério Público está apontando para a sede do Legislativo, não pela 'queda de braços' entre poderes, mas por conta de denúncias graves que podem abreviar a vida pública de alguns dos 'nobres representantes' da população do município mais jovem da Baixada Fluminense.

TJ devolve mandato ao prefeito de Mesquita

Decisão foi tomada no plantão judiciário do Tribunal de Justiça

Menos de 24 horas após o juízo de primeira instância negar pedido de liminar para que a cassação do mandato do prefeito Jorge Miranda (foto) foi suspensa, o Tribunal de Justiça determinou a volta dele ao cargo. A decisão foi proferida neste sábado pelo desembargador Luciano da Silva Barreto, que acolheu mandado de segurança impetrado pelo procurador do município, Gilmar Brunízio. Com o despacho da instância superior os efeitos do Decreto Legislativo n° 001/2017 - que tirava Miranda do cargo - ficam suspensos, a até a decisão final no processo.

Garotinho “bate” em Rogério dando sinal de rompimento…

... mas ex-governador teria muitos indicados nomeados na Prefeitura de Nova Iguaçu

Elogiando o prefeito de Nova Iguaçu desde que voltou à Rádio Tupi, o ex-governador Antonhy Garotinho deu sinal de rompimento ontem (4) com Rogério Lisboa, ao criticá-lo em seu programa na emissora. Entre outras coisas, Garotinho disse que a administração de Lisboa "é fraquinha" e que Rogério, em relação ao Hospital da Posse, "conseguiu piorar o que já estava ruim", fazendo “pior do que o Bornier", numa comparação com a gestão no ex-prefeito Nelson Bornier. Quem ouviu a fala do ex-governador, entendeu o recado como um "racha", já que Garotinho foi um importante cabo eleitoral para o agora prefeito durante a campanha do ano passado.

Deputados da Baixada ajudam a salvar Temer

Felipe Bornier é o único representante da Baixada Fluminense que votou contra o presidente Michel Temer Só Felipe Bornier votou contra o arquivamento do processo

Quatro dos cinco representantes dos municípios da Baixada Fluminense votaram contra o prosseguimento do processo com a denúncia de prática de corrupção passiva aberto contra o presidente Michel Temer. Apenas o deputado Felipe Bornier (PROS) votou a favor do afastamento de Temer para que ele pudesse ser processado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Foram votos favoráveis ao presidente da República os dos parlamentares José Augusto Nalim (PMDB), Rosangela Gomes (PRB), Simão Sessim (DEM) e Walney Rocha (PEN). As opiniões sobre o posicionamento de Rosangela e Walney, ambos com base eleitoral em Nova Iguaçu, se dividem. Sobre Walney o entendimento é o de que ele teria trocado o voto por emenda ou cargos no governo. Quanto à deputada da bancada da Igreja Universal do Reino de Deus, a opinião de alguns eleitores iguaçuanos é de que ela apenas cumpriu o papel de defender os interesses da seita fundada pelo bispo Edir Macedo, que tem um significativo bloco parlamentar em Brasília e outros em várias assembleias legislativas pelo Brasil a fora.

Prefeito de Mesquita pode retornar ao cargo ainda nesta semana

O prefeito Jorge Miranda espera decisão da Justiça e diz que não fará acordo com vereadores para se manter no cargo Na Alerj cassação é vista como forma de "encostar na parede"

Acumulando uma série de denúncias no Ministério Público pela contratação de serviços que não teriam sido prestados e supostas nomeações de assessores fantasmas, o comando da Câmara de Vereadores de Mesquita resolveu manchar o nome da instituição com uma decisão política que está sendo vista como "mera tentativa de encostar o prefeito na parede para obter resultados nada republicanos". A cassação do mandato de Jorge Miranda (foto) no dia em que ele completaria sete meses de governo pode cair a qualquer momento, mas a mancha no Poder Legislativo será permanente e os nove vereadores que participaram do circo montado por um grupo que nos últimos quatro anos fechou os olhos para a série de irregularidades praticadas na gestão do prefeito Gelsinho Guerreiro (que deixou um rombo de mais de R$ 130 milhões para a nova administração cobrir) entrarão para a história do município de forma negativa.

‘Audácia’ de ter pago salários atrasados afasta o prefeito de Mesquita

Câmara quer Miranda pagando com mandato a audácia de quitar os atrasados dos servidores de uma vez só Jorge Miranda vai recorrer para tentar recuperar o mandato ainda hoje

Por nove votos a favor, dois contrários e uma abstenção, a Câmara de Vereadores de Mesquita decidiu afastar do cargo o prefeito Jorge Miranda (PSDB), que, atendendo a um termo de ajuste de conduta e com respaldo judicial pegou emprestado pouco mais de R$ 14 milhões com o fundo de previdência municipal para pagar os salários de novembro, dezembro e o décimo terceiro dos servidores. Os vereadores entenderam que o prefeito deveria ter pedido autorização do Legislativo para poder usar o dinheiro. Miranda deverá recorrer à Justiça ainda hoje para tentar recuperar o cargo. Enquanto isso o município será governado pelo vice-prefeito Walter de Almeida Paixão (PROS).

Morre o prefeito de Porto Real

O corpo de Jorge Serfiotis será sepultado às 16h desta segunda-feira

Está sendo velado no Ginásio Poliesportivo do Porto Real Country Clube, o corpo do prefeito Jorge Serfiotis. Ele faleceu na noite de domingo, no Hospital Samer, em Resende, onde estava internado desde o dia 18, no Centro de Tratamento Intensivo. Serfiotis foi eleito no dia 2 de outubro de 2016 para o terceiro mandato e recebeu o diagnóstico de câncer no pulmão logo após a vitória nas urnas. O sepultamento será às 16h no Cemitério Municipal de Porto Real. Ailton Marques, vice-prefeito que fora empossado sábado por decisão da Justiça, decretou luto oficial de três dias e ponto facultativo nesta segunda-feira.

Esclarecimento aos moradores de Porto Real

Em função do nosso compromisso com a verdade reiteramos aos moradores de Porto Real - que nos contataram questionando sobre o "espontâneo afastamento" do prefeito Jorge Serfiotis, ocorrido por "solicitação de familiares" e afirmando que nossa informação na matéria "MP corrige omisão da Câmara de Porto Real" estaria equivocada -, que a posse do vice-prefeito Ailton Marques (foto) se dará por decisão exclusiva da Justiça na ação civil pública por improbidade administrativa (Processo 0001336-25.2017.8.19.0071) movida pelo Ministério Público contra o prefeito e o presidente da Câmara Municipal, Gilberto Caldas, pois não havia sido concedida nenhuma licença para a ausência do governante, até porque nenhuma solicitação nesse sentido fora encaminhada antes ao Poder Legislativo, segundo o próprio presidente informou ao MP no trâmite da ação. Para conferir a decisão do Juízo da Vara Única da Comarca Porto Real-Quatis que afasta o prefeito por 180 dias, basta clicar sobre o número do processo. Informamos ainda que a decisão judicial ocorreu ontem (27), bem antes da nota oficial divulgada na tarde desta sexta-feira pela Prefeitura.

 

MP corrige omissão da Câmara de Porto Real

Já na solenidade de posse Serfiotis já se mostrava muito abatido. Agora será substituído por Ailton Marques Conseguindo na Justiça ordem para empossar o vice-prefeito

O presidente da Câmara de Vereadores de Porto Real, Gilberto Caldas, aprendeu à força que a Casa não pode fazer o que bem entende e que o limite é a lei. A Justiça determinou o afastamento imediato do prefeito Jorge Serfiotis que, gravemente doente, não tem condições de exercer suas funções, mas vinha sendo mantido no cargo assim mesmo. Com a decisão tomada pela juíza Priscilla Dickie Oddo, o vice-prefeito Ailton Marques terá de ser empossado. O afastamento - com suspensão do salário - foi pedido pelo Ministério Público em ação civil pública e vale por 180 dias. Na verdade, o MP agiu diante da omissão dos integrantes do Poder Legislativo, que mesmo conhecedores da gravidade do estado de saúde do prefeito e sabendo que Serfiotis não estava mais comparecendo à Prefeitura e se encontra internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Samer, em Resende, não tomaram nenhuma providência para que a administração municipal não ficasse acéfala.

Vereadores de Silva Jardim respondem por improbidade

Além dessa ação por improbidade Roni figura em um processo eleitoral que pode lhe tirar o mandato Ministério Público aponta uso de máquinas e servidores do município para interesse privado

O uso de equipamentos e funcionários da Prefeitura para interesses privados pode custar caro ao presidente da Câmara de Silva Jardim, Roni Luiz Pereira, o Roni da Alexandre e ao vereador Adão Firmino de Souza. Os dois são réus em processo por improbidade administrativa em ação ajuizada pelo Ministério Público. O MP denunciou ainda Luciano Rangel Monteiro e Roberto Luiz Joazeiro Mascarenhas que, assim como Roni, são empregados de uma rede drogarias de propriedade do prefeito da cidade, Anderson Alexandre. As máquinas e os servidores foram usadas na limpeza e no aterramento de terrenos localizados no bairro Fazenda Brasil que, de acordo com a Promotoria, pertenceriam a Roni. Adão, que foi eleito no ano passado, se tornou réu no processo porque na época exercia o cargo de Secretário de Obras e liberou os equipamentos e os funcionários a pedido do presidente da Câmara.