Documentos apontam para gastos de quase R$ 10 milhões em dois anos
Documentos apontam para gastos de quase R$ 10 milhões em dois anos
Em nota enviada ontem ao elizeupires.com a Prefeitura de Queimados anunciou que vai pagar as parcelas devidas pela desapropriação do prédio da antiga Casa de Saúde Bom Pastor, ocorrida judicialmente em 2015. O imóvel foi desapropriado para sediar um hospital-maternidade municipal, que deveria ter entrado em funcionamento no segundo semestre do ano passado, o que não foi possível, devido ao atraso nas obras de reforma, ampliação e adaptação do imóvel, que – considerado o valor inicial do contrato e os dois termos aditivos assinados – estão custando mais de R$ 3,2 milhões. Na nota a Prefeitura informa que "90% das obras a previsão de entrega é ainda para o primeiro semestre deste ano".
Sobre o pagamento a Prefeitura diz que está esperando só a homologação do acordo de pagamento e parcelamento feito em juízo. Os donos do imóvel não receberam ainda nem a primeira (no valor de R$ 208.027,17), que está consignada em juízo. "As demais serão quitadas assim que o acordo for homologado pela justiça", afirma a nota.
Obras estão sendo feitas em prédio desapropriado e ainda não pago
Pais se queixam de que os alunos estavam ficando a pé
A sessão de ontem (26) da Câmara de Vereadores de Rio das Ostras deixou sem jeito o prefeito da cidade. É que Marcelino Borba (foto) havia convocado os moradores para o que, segundo ele, seria uma audiência pública para se discutir a abertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Âncora, mas na verdade se tratava de uma reunião ordinária da Casa para apreciação de um projeto de lei que reduz de cinco para dois anos o período de experiência para que uma Organização Social (OS) possa ser contratada pelo município. Marcelino ficou em situação delicada quando um dos parlamentares, Rodrigo Jorge Barros, o Rodrigo da Aposentadoria, tocou na ferida: quando vereador o hoje prefeito era contra a terceirização da gestão de unidades de saúde e agora não só mudou de ideia como quer reduzir o tempo de experiência exigido atualmente.
Ao usar a tribuna para se posicionar contra o projeto de lei Rodrigo apresentou um áudio do tempo em que Marcelino era membro da Casa e se pronunciava contra a contratação de OS. Embora vaiado pela claque que acompanha o prefeito, o vereador prosseguiu sua fala e levantou uma questão que poderá, inclusive, despertar o interesse do Ministério Público sobre o assunto. Ele indagou se a redução do tempo de experiência de cinco para dois anos não acabaria por beneficiar uma instituição.
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Em julho de 2018 o prefeito Carlos Vilela vistoriou a obra e disse que a unidade seria inaugurada em setembro do mesmo ano Prefeitura desapropria prédio, mas arruma desculpa para não pagar