Com o silêncio permissivo do governador, PM impõe censura em Minas: ameaça prender quem fizer manifestação política no Carnaval

Alguém precisa avisar ao governador Romeu Zema (foto) e ao comando da Polícia Militar de Minas Gerais que o estado é uma unidade da federal e como tal tem de respeitar a liberdade de expressão e a livre manifestação, garantias dadas ao cidadão brasileiro, gostem o governante e sua tropa ou não. Os responsáveis pelos blocos carnavalescos de Belo Horizonte foram avisados pela PM de que se continuarem com frases de efeito contra o presidente Jair Bolsonaro poderão ser presos. A corporação nega a censura, mas manteve o comunicado, alegando que objetivo do controle é evitar desavenças. E como mais uma justificativa saiu-se com essa: "o cidadão vai para o bloco por diversão e não por política". Então tá, né!

 

Em respeito a dor da família Silva

● Elizeu Pires

"As coisas mais mesquinhas enchem de orgulho os indivíduos baixos." Lembrei-me hoje do que William Shakespeare disse há 420 anos e certamente, por estas linhas, serei crucificado pelos mesquinhos que, no extremo da ignorância, alegraram-se com a morte de uma criança, vítima duas vezes: primeiro da meningite que ceifou sua vida, depois, da insensibilidade que toma conta de extremistas, gente esquisita sem dó nem piedade.

Por ordem da PGR MPF vai passar pente fino nas negociações de imóveis feitas pelo senador Flávio Bolsonaro

Estará a cargo do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro a investigação para esclarecer se o senador Flávio Bolsonaro fez lavagem de dinheiro comprando e vendendo imóveis. A decisão foi tomada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O caso já estava sendo investigado pela Polícia Federal, mas no Ministério Público Federal havia dúvida sobre em qual instância deveria tramitar, depois da eleição do então deputado estadual para o Senado. Também há investigação no âmbito eleitoral, com a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro analisando se Flávio cometeu crime ao declarar à justiça eleitoral imóveis com valores incompatíveis com os avaliados no mercado. De acordo com o que já fora revelado, o filho do presidente Jair Bolsonaro entrou para a política em 2002 com automóvel Gol 1.0 e tem atualmente dois apartamentos e uma sala comercial que, segundo a Prefeitura do Rio, valem R$ 4 milhões.