● Elizeu Pires

Se as estruturas emocionais já estavam abaladas com a apreensão de cinco dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal com o ex-governador Claudio Castro, a tensão nos ambientes políticos, principalmente na Assembleia Legislativa do Rio, deve aumentar em muito nos próximos dias, se confirmado que uma proposta de delação premiada do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar – da qual, estima-se, poderia resultar na devolução aos cofres públicos de pelo menos R$ 300 milhões – está mesmo em andamento.
A colaboração – que vem sendo desmentida pela defesa do ex-parlamentar – aconteceria no âmbito das investigações sobre o Comando Vermelho, mas poderia revelar informações sobre esquemas nas secretarias de Fazenda e Educação, Refit e supostos pagamentos de mesadas a parlamentares, respingando em muita gente.
Rodrigo Bacellar que subiu como um foguete e caiu tão rápido quanto, está preso desde o dia 26 de março, quando foi confirmada a cassação de seu mandato. Antes ele estava cumprindo medida cautelar com o uso de tornozeleira eletrônica.
Ele havia sido preso anteriormente sob acusação de obstrução de investigação e vazamento de informações sigilosas sobre operações contra o crime organizado para o ex-deputado TH Joias, que tem ligações com o Comando Vermelho.