● Elizeu Pires

O advogado pernambucano Antônio Rueda, “dono” do União Brasil e um dos caciques da Federação União Progressista, desembarcou no Rio de Janeiro em 2024 para tentar uma vaga de deputado federal, considerada difícil de ser conquistada por ele em seu estado.
Veio como convidado do então candidato a prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella, que se propunha ser mais que um anfitrião, o maior cabo eleitoral do “estrangeiro”, que até fez algumas incursões pela Baixada Fluminense e desfilou no carnaval carioca numa escola da “segunda divisão”.
Pois bem. Acertado que Rueda seria o candidato de Canella a deputado federal, deu-se início às costuras políticas com outros “Canellas”, políticos de pouca expressão que adotaram o “sobrenome” para tentar atrair eleitores.
Agora, com a operação desta terça-feira (7) e a prisão do mentor de Rueda, gente do PL que vinha assoprando o agora ex-prefeito para concorrer ao Senado, resolveu que chegou a hora rever a situação e manter Canella na corrida eleitoral, mas para deputado federal, cargo prometido a Rueda.
Se assim for, Antônio Rueda estará perdendo o seu maior apoiador. Para evitar isto, esta semana deve começar o esforço para convencer Canella a concorrer a deputado estadual (se estiver livre para tal), para que o cacique da Federação não seja o brigado a voltar para Pernambuco.