
● Elizeu Pires
Gente que entende do riscado diz nos bastidores da política que o presidente da Alerj, Douglas Ruas, embarcou numa canoa furada quando aceitou disputar o governo do Rio para garantir no estado um palanque ao senador Flávio Bolsonaro, que a cada semana tem o nome envolvido em um escândalo diferente. Porém, Ruas não fez isso sozinho. Levou consigo o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, indicado pelo Progressista para compor a chapa como vice. Então, o que se diz hoje é que ambos estariam numa furada.
O fato é que a aliança União Progressistas/PL também está fazendo água. Na federação a vontade de muitos é pular fora o quanto antes, para que candidatos a deputado fiquem livres para apoiar quem bem entenderem, e isto tem uma razão de ser: o PL, para preservar Douglas e Flávio, passou a pregar a renúncia de Marcio Canella da pré-candidatura ao Senado, depois de esse ter sido preso na sexta fase da Operação Unha e Carne.
Na federação o que se pensa hoje é em neutralidade, tanto na corrida pelo governo estadual quanto na disputa pela presidência da República, mas, se assim for decidido, não deverá feito esforço algum para impedir que os candidatos a deputado subam no palanque desse ou daquele postulante ao cargo de governador ou presidente.
Na prática mesmo, se acontecer, a tal neutralidade só vai servir para tirar Rogério Lisboa do lado de Ruas, deixando-o livre para escolher seu destino, que poderia até ser uma candidatura deputado estadual para reforçar a nominata da União Progressistas.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria