
● Elizeu Pires
Mais que renovar seu mandato este ano, o deputado federal Ricardo Abrahão (foto), vai ter de se desdobrar para manter Nilópolis – município da Baixada Fluminense que parece confundir como parte da herança deixada pelo pai – sob o controle do seu grupo.
Pelo menos é o que sugere o racha na família, que começou a ser desenhado já em 2020, quando o prefeito Abrahão David Neto, o Abrahãozinho (PL), ganhou o primeiro mandato, e aumentou bastante de 2025 para cá.
Alguns ex-aliados dizem que o município é governado por um no papel, mas gerenciado por outro, e que o prefeito não tomaria uma decisão sequer sem ouvir o deputado, que teve 43.219 e ficou como suplente no União Brasil.
Ricardo assumiu por um tempo quando a deputada Daniela do Waguinho foi nomeada ministra do Turismo, e depois ganhou a titularidade por conta da prisão do deputado Chiquinho Brazão.
Hoje, além da oposição natural dos derrotados nas urnas em 2024 – ano em que Abraãozinho foi reeleito com 56,74 % dos votos nominais –, o prefeito e o primo enfrentam opositores dentro da própria família, o que já deve ser traduzido em votos contra ele em outubro.