● Elizeu Pires

O salário de uma enfermeira efetiva da Secretaria de Educação de Casimiro de Abreu foi de R$ 2.110,19 no mês de julho. Ela recebeu proventos de R$ 1.758,40 e R$ 251.70 de triênio, enquanto a Prefeitura vinha pagando mais que o dobro por cada uma das profissionais alocadas pela empresa AMX Comércio e Representações, que foi alvo de manifestação por atrasar os pagamentos ao terceirizados, inclusive sendo necessário uma decisão judicial para ela normalizar a situação.
Com o contrato para fornecer postos de trabalho nas funções de merendeira, motorista, auxiliar de serviços gerais e apoio administrativo à Secretaria Municipal de Educação vencido no dia 30 de junho, a empresa foi alvo de uma ação judicial movida pela própria Prefeitura, e a Justiça determinou que o último pagamento feito pela administração municipal fosse usado exclusivamente para quitação de salários, rescisão e encargos.

A última transferência foi feita em 27 de julho, no valor de R$ 1.265.597,21, mas os valores pagos à empresa este ano somam mais de R$ 9 milhões, segundo dados do sistema que registra as despesas empenhadas e quitadas pela administração municipal.
Pelo que está no contrato 029, firmado via adesão de ata de registros de preço em 23 de julho de 2021 e renovado várias vezes com aumento no valor global via termos aditivos, a Prefeitura pagava, ainda, R$ 6.011,87 por cada motorista, R$ 4.302,70 por cada auxiliar de serviços gerais e R$ 4.430,46 por cada um dos 67 profissionais de apoio administrativo disponibilizado pela empresa.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
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