● Elizeu Pires

Conhecido na Baixada Fluminense como o prefeito da Ferrari amarela, Luciano Mota – que teve o mandado cassado e chegou a ter prisão decretada –, está sendo resgatado para a vida pública. Ele foi escolhido em convenção pelo PT para disputar a Prefeitura de Itaguaí na eleição suplementar marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) para o dia 25 de outubro. Mota terá o médico Paulo Wesley como companheiro de chapa.
Luciano ganhou o noticiário quando foi afastado da Prefeitura por determinação da Justiça Federal. Em junho de 2015 ele teve o mandado cassado pela Câmara de Vereadores, por 14 votos a um, sob a acusação de ter construído uma ponte sem licitação, com valor considerado superfaturado. A obra, orçada inicialmente em R$ 961 mil, teria custado R$ 1,6 milhão.
Um ano ante de ser cassado Mota foi alvo da Operação Gafanhotos, realizada pela Polícia Federal no âmbito de inquérito que resultou no indiciamento do então prefeito, três secretários e de dois policiais militares que faziam a segurança dele.
Na época foi mencionado que Mota teria comprado, em dois anos, uma Ferrari 458 Italia, um Porsche Panamera, um Mercedes AMG SLS-63, uma Range Rover, um BMW X6 e um helicóptero, bens que tiveram busca e apreensão decretada pelo desembargador Paulo do Espírito Santo, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).
Hoje se dizendo um político mais experientes, Luciano tem garantido que estaria apto à candidatura e que não existiria mais nenhum problema relacionado às denúncias que o apearam do poder.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria