● Elizeu Pires

Na Operação Preço do Poder, realizada ontem (21) pela Polícia Civil no município de Japeri, na Baixada Fluminense, agentes da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) encontraram três armas na casa de Carlos Alexandre Nascimento Silva, o Neném, nomeado na Câmara Municipal e apontado como assessor do presidente da Casa, Rogério Gomes Castro, mais conhecido como Rogerinho da RR, também alvo da operação, junto com outro investigado, o vereador Matheus Ferraz (PT).
A operação se deu no âmbito de inquérito aberto para apurar um suposto esquema de corrupção que teria sido montado para garantir votos suficientes para o afastamento da prefeita Fernanda Ontiveros e do vice, Carlos Januário, o que, se ocorresse, levaria Rogerinho à condição de prefeito interino, até que a Câmara realizasse uma eleição indireta.
O afastamento e a consequente cassação da prefeita e do vice se daria por meio de uma comissão processante, aberta depois de ter sido feita uma alteração na Lei Orgânica do Município (LOM), com a inserção de uma emenda que garante a posse do presidente da Câmara no governo em caso de impedimento da prefeita e do vice.
A investigação sobre o suposto esquema de corrupção começou a partir de uma denúncia dando conta de que o vereador Matheus Ferras – que é do mesmo partido da prefeita Fernanda Ontiveros – teria recebido uma oferta de R$ 400 mil por parte do presidente da Câmara, para votar contra a prefeita e que, para não passar para oposição, teria pedido vantagens indevidas, pedidos feitos através de mensagens que teriam sido enviadas por Matheus aocom o assessor do governo que fazia interlocução com a Câmara
Não se sabe se houve algum tipo de pagamento ou não, mas o fato é que o vereador, dias depois, votou contra a prefeita, engrossando o grupo de oposição.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
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