Marcar consultas e exames na rede de saúde de Queimados virou missão quase impossível
“Médico? Agora só depois das eleições. E se tiver…” Foi o que ouviu uma senhora que na tarde de ontem (25) compareceu ao Centro Especializado no Tratamento de Hipertensão e Diabetes (Cethid), no município de Queimados, na Baixada Fluminense. Se aproximava das 16h e lá ela encontrou apenas dois funcionários: um homem fazia as vezes de porteiro, e uma mulher, aparentemente responsável pela recepção.

Para alguns usuários da rede, o atendimento que já era ruim, piorou bastante este ano, embora os recursos para o setor de saúde sejam repassados regularmente. Fora as transferências estaduais e eventuais emendas parlamentares, o município já recebeu este ano R$ 67,2 milhões do Fundo Nacional de Saúde, os maiores volumes para atenção de média e alta complexidade (R$ 49.284.104,67) e atenção primária (R$ 12.479.087,97).
Ao todo, a gestão do prefeito Glauco Kaizer já recebeu cerca de R$ 395 milhões em transferências do Fundo Nacional de Saúde. Foram R$ 51.799.352,07 em 2021; R$ 62.980.709,96 em 2022); R$ 57.454.804,67 em 2023; R$ 67.994.865,61 em 2024; R$ 87.515.707,14 em 2025; e R$ 67.207.255,00 ente janeiro e setembro de 2026.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria