Política

09/10/2026 - 09:00

Nariz empinado de Paes teria lhe tirado votos preciosos na Baixada, avaliam por lá

● Elizeu Pires

O candidato a governador do PL, Douglas Ruas, teve mais de 437 mil votos acima dos 727.673 conferidos a Eduardo Paes (PSD) em toda a Baixada Fluminense, região do Rio de Janeiro formada de 13 municípios, que reúnem cerca de três milhões de eleitores.

Mesmo com apoio declarado de nove prefeitos e com uma companheira de chapa local – a candidata a vice Jane Reis (MDB), irmã do “todo poderoso” Washington Reis – Paes levou uma coça por lá.

Na avaliação de gente que entende do riscado e de Baixada Fluminense, quem acompanhou as caminhadas de Paes na região não viu um candidato à vontade.

“Não perceberam nele alguém que, mesmo por um momento, tentasse se encaixar ao ambiente”, diz um observador, ao contrário de Douglas Ruas, que com seu jeito gonçalense de ser se sentia em casa estando em Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti ou Duque de Caxias, municípios com maior número de problemas e volume de eleitores, ou qualquer outra cidade da região.

Paes parecia estar forçando uma barra danada para circular entre os moradores pobres de uma região com mais poder de voto que 11 estados e o Distrito Federal. Isto sem contar o fato de sua equipe de comunicação ter ignorado solenemente veículos e portais de notícias da região, coisa que os profissionais da campanha de Ruas valorizaram o tempo todo.

Isto posto, o ex-prefeito do Rio – que a estas horas deve estar arrependido de ter deixado a cadeira para o vice Eduardo Cavaliere e de ter subestimado o filho do Capitão Nelson –, talvez tivesse se dado melhor nas urnas da Baixada se desempinasse pelo menos um pouco o nariz.

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