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04/09/2013 - 00:03

“Mudamos agora ou … bem, fizemos nossa parte!”

O título desse artigo, por si só, já diz tudo. Faz parte de uma fala do prefeito de Magé, Nestor Vidal, sobre a fabricada crise entre os poderes Legislativo e Executivo. Essa turbulência é coisa de quem pensa que a Casa do Povo é um balcão de negócios e seu mandato uma licença para o livre comércio, gente pequena em espírito e caráter, portadoras dos desatinos comuns dos porões. Por acaso algum de vocês acha que um vereador que gastou rios de dinheiro para se eleger o fez porque gosta tanto assim do povo e resolveu torrar seu suado dinheirinho na aquisição de um mandato para então proceder na defesa dos interesses desse povo? Bobinho você se assim pensar. Seria o mesmo que acreditar que Papai Noel vem todo ano visitar as casas dos bons meninos e meninas para lhes trazer o presente desejado.

Aquele que investiu pesado numa campanha com certeza vai tentar, no mínimo, recuperar o “investimento” e não será recebendo salário de vereador por quatro anos que conseguirá isso. Então é ai que mora o perigo. A prática é encostar o prefeito na parede, pressionar, proferir discursos violentos recheados de bravatas como esse tal de “faço e aconteço”, porque “sou macho, tenho uma pistola na cintura e uma carteira de `puliça´ no bolso”. Esse tipo de coisa deve funcionar muito bem na calada da noite, no silêncio das madrugadas, quando os covardes costumam sair com tocas ninja na cabeça para mostrarem suas “machezas” contra pessoas verdadeiramente de família, trabalhadoras ordeiras como os amarildos da vida, que acabam desaparecendo, excluídas do mapa da vida, porque resolveram não se curvar, não baixaram a cabeça para os novos donos do pedaço.

Magé não merece retroceder. É mudar ou mudar. É preciso que os vendilhões sejam expulsos do templo, que os que realmente pretendem representar o povo o façam com legitimidade e que esses que querem impor-se pelo grito, pelo “faço e aconteço” sejam postos em seus devidos lugares, que recolham-se sua insignificância aos porões dos quais nunca deveriam ter saído.