● Elizeu Pires

Ele tinha tudo para ser o candidato de Claudio Castro ao mandato tampão para que pudesse disputar, confortavelmente na cadeira, as eleições de outubro. Porém, bastou uns dias como governador interino para queimar o filme com aquela treta com o então secretário de Transportes, Washington Reis.
Depois veio a prisão. No dia 3 de dezembro, cheio de fé em si mesmo, foi à Polícia Federal supostamente para uma reunião e acabou detido sob a acusação de ter vazado informações sobre uma operação de setembro, na qual TH Joias foi preso por organização criminosa, tráfico de drogas e contrabando de armas.
O ele em questão é o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, que deve estar atualmente com uma “dor de cotovelo” danada, pois, de uma hora para outra, mudou da cobertura para o térreo.
É certo que até o momento não há nenhum impedimento legal a uma candidatura ao cargo que ele quiser, desde que algum partido lhe dê legenda para tal, o que poderá acontecer para ele tentar novo mandato parlamentar. Só que aquilo que Bacellar mais queria são será possível: uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado, e esta acabou de ser aberta agora.
Para alguns observadores, ainda que decida renovar o mandato de deputado e saia vencedor, seria o presidente afastado da Alerj o grande derrotado da política fluminense. É que terá de ser indicado em breve um nome para substituir José Graciosa que – condenado a uma pena de 13 anos pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) – perdeu o emprego no TCE fluminense.
Bacellar. que teve uma ascensão meteórica graças ao espaço aberto para ele no governo por Claudio Castro, vai ter de repensar seus atos, calçar as sandalhas da humildade e caminhar bem devagarinho para não tropeçar nas próprias pernas, pois aos estridentes que prometem fidelidade e se apresentam como fiéis membros de sua “tropa” só importam mesmo os cargos que ele já não tem mais para oferecer aos montes.