● Elizeu Pires

O deputado federal Rogério Teixeira Júnior, o Juninho do Pneu, que tem base eleitoral em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, está entre os investigados pelo Ministério Público Federal, por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro de um grupo que era liderado pelo contraventor Adriano Nóbrega, morto em troca de tiros com policiais militares da Bahia em 2021.
Nesta quinta-feira (19), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência, no âmbito da Operação Legado, cumpriram dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa que era liderada por Adriano da Nóbrega.
De acordo com informações do Ministério Público, os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Crime Organizado da Comarca da Capital, e 19 pessoas foram denunciadas, entre elas o deputado que estaria de saída do União Brasil para ingressar no PSDB.
Nas investigações o Ministério Publico apontou que duas propriedades rurais que pertenceriam a Adriano Nobrega, avaliadas em R$ 3,5 milhões, foram vendidas ao parlamentar, que, apesar de ter sido denunciado, não teve mandado expedido contra ele.
Esclarecimento do parlamentar – Em nota transmitida através de sua assessoria, o deputado Juninho do Pneu esclarece que vai constituir advogado para tomar conhecimento do inteiro teor da denúncia. Ele disse que entende que qualquer investigação sobre deputado federal deve ser autorizada pela Procuradoria Geral da República, realizada pelo Ministério Público Federal e, caso vire processo, tramitar no Supremo Tribunal Federal.
Diz ainda que quem comprou o terreno em Cachoeiras de Macacu foi o pai dele, que tem o mesmo nome, e que a compra foi pelo valor de mercado, através de um corretor de imóveis que trabalha há décadas na região, e quanto aos vendedores, “não eram pessoas que levantassem qualquer suspeita”.
Ainda segundo a nota, o parlamentar afirma que “não conhece e não tem nem nunca teve nenhuma relação com os criminosos citados”, e que todas as suas relações comerciais “são feitas dentro da lei e declaradas à Receita Federal”.
Na nota Juninho também afirma que “vai tomar todas as providências legais cabíveis para responsabilizar quem está divulgando fatos inverídicos que buscam o atingir politicamente”.
*Matéria atualizada às 15 h para acréscimo de informação