Independente da liminar de Fux, Cláudio Castro pode deixar o governo nesta segunda-feira

● Elizeu Pires

Tem gente grande correndo atrás para tentar que o pleno do STF derrube a liminar do ministro Luiz Fux que invalida trechos da lei que a Alerj aprovou mudando as regras para a eleição direta que terá de ser feita pela Casa com a vacância do cargo de governador. Mas, independente disto, Claudio Castro deve renunciar nesta segunda-feira (23), para poder concorrer a uma vaga no Senado.

A decisão de Fux impede que agentes políticos que se desincompatibilizaram dos cargos que ocupavam até sexta-feira (20) concorram ao mandato tampão, afetando diretamente Douglas Ruas (PL) e André Ceciliano (PT).

Douglas é o nome definido pelo grupo de Castro, que, na verdade, queria que o cabeça da chapa fosse o chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, mas não colou e este, acabou indicado vice, mas a prevalecer a liminar de Fux, não será uma coisa nem outra.

O que o entorno de Castro dá a entender é que a saída antecipada seria para tirar o objeto da ação que o governador responde no TSE junto com o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, mas isto, no entender de alguns especialistas, seria inócuo, pois a inelegibilidade seria inevitável, pois o julgamento marcado para ser retomado nesta terça-feira (24), teria prosseguimento normal, independente do ato de renúncia.

Se confirmar a renúncia de Castro, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assume o governo interinamente até a realização da eleição indireta na Alerj.