Indiciado por suposta ligação com o crime organizado, ex-todo-poderoso do Rio aguarda julgamento que pode deixá-lo inelegível

● Elizeu Pires

TH e Bacellar foram indiciados pela PF – Foto: Reprodução

Está marcada para esta terça-feira (24), a retomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de um julgamento que pode deixar inelegíveis o agora ex-governador Claudio Castro e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

Na ação gerada pelo chamado escândalo do Cefet eles já contam dois votos contrários, mas quem, segundo alguns analistas, estaria em pior situação é Bacellar, que mesmo indiciado por suposto envolvimento com o crime organizado, vislumbraria renovar o mandato de deputado estadual, o que lhe garantiria a manutenção do foro privilegiado.

Claudio Castro renunciou ontem (23) o mandato de governador, o que derruba o objeto da cassação, mas isso, em tese, não o livraria da inelegibilidade, o que pode lhe custar a candidatura a senador. Porém, no grupo de Castro, a avaliação é de que ele conseguiria concorrer com recursos, embargos que poderá impetrar contra a decisão do TSE, mas em relação ao ex-presidente da Alerj a coisa seria mais complicaria por conta do processo criminal.

“É claro que ele (Bacellar), também pode apresentar embargos, mas será que teria os votos necessários para um novo mandato, já que tem contra si a denúncia gravíssima na esfera criminal?”, indaga um observador.

Indiciamento – Bacellar foi preso em dezembro de 2025 sob a suspeita de vazamento de informações sobre a operação que três meses antes havia levado à prisão o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias.

Em fevereiro o político foi indiciado junto com TH e mais três pessoas pela Polícia Federal,por suposta ligação com o Comando Vermelho, e há uma semana o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve as medidas cautelares impostas ao Rodrigo Bacellar, que está usando tornozeleira eletrônica.

*O espaço está aberto para manutenção dos citados na matéria