STF ainda pode mudar decisão sobre eleição direta e antecipar o enfretamento entre Eduardo Paes e Douglas nas urnas

● Elizeu Pires

Eduardo e Douglas já anunciaram que disputam se a eleição para o mandato-tampão for direta – Fotos: Reprodução

Entendendo que o agora ex-governador Claudio Castro renunciou para escapar da cassação e estaria operando para manter seu grupo no poder, através da eleição indireta a ser realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o ministro Alexandre de Moraes abriu divergência nesta sexta-feira (27) no julgamento do recurso impetrado contra a alteração das regras da votação, decidindo pela realização de eleição direta para o mandato tampão. Moraes seguiu os colegas que votaram pela manutenção do prazo de 24 horas para desincompatibilização e do voto secreto, mas sua divergência foi seguida pelos colegas Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, e é daí que vem possibilidade de o quadro mudar.

É que o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria pela derrubada da liminar concedida pelo ministro Luiz Fux, que suspendeu o voto fechado e o prazo de 24 horas para desincompatibilização, mas ainda pode haver mudança de votos até segunda-feira (30), quando a Corte encerra a votação na sessão virtual. Basta que apenas um ministro mude o voto para prevalecer a eleição direta.

Candidatos – Pré-candidato do PSD nas eleições de outubro, o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, tem se movimentado desde a renúncia de Castro contra as mudanças das regras aprovadas na Alerl e pela votação direta.

Ele já confirmou que se o STF decidir pela direta ele será candidato, mesmo sabendo que se vencer e renovar o mandato nas uenas em outubro, não poderá concorrer em 2030, pois já estará na condição de reeleito.

A mesma coisa diz o pré-candidato do PL, o de deputado estadual Douglas Ruas (PL), que deverá tentar novamente, nos próximos dias a presidência da Alerj, já que a sessão de quinta-feira (26), foi anulada pelo Tribunal de Justiça.